<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373</id><updated>2011-04-21T22:42:21.287-03:00</updated><title type='text'>O Hipotálamo</title><subtitle type='html'>Uma parte do cérebro.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://haymone.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>80</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-105928702979664831</id><published>2003-07-27T03:23:00.000-03:00</published><updated>2003-07-27T03:23:49.773-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aqui jaz o Hipotálamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, senhores, este blog está morto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe que faz o hipotálamo gostaria de agradecer as seguintes pessoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todo o pessoal d’O Sítio. Estou voltando!&lt;br /&gt;- Domingos Sávio e Danilo, pela atenção e pelas críticas;&lt;br /&gt;- Simone Jubert, por um monte de coisas;&lt;br /&gt;- Meus colegas de sala, pelas discussões intermináveis;&lt;br /&gt;- Márcio Padrão, Lilo, e Jarmeson, meus amigos jornalistas;&lt;br /&gt;- Maria Carolina, pela crítica construtiva e pela coragem;&lt;br /&gt;- Cecília e Flávia, por terem me ajudado a criar a lendária polêmica do baile funk;&lt;br /&gt;- Autoclisma da Retrete, Paulo Francis do Além, Meu Pau, Virgulino do Mangue, e todas as pessoas que não foram corajosas o suficiente para assinar;&lt;br /&gt;- Lester Bangs, Gay Talese, Paulo Francis, Pitchforkmedia.com, a antiga revista Bizz, e tudo que me serve de inspiração. &lt;br /&gt;- Marcelo Pereira, Prof. Dra. Ângela Prysthon, Jomard Muniz de Britto, Schineider Parmegiana e todos aqueles que eu nunca esperava que fossem chegar até aqui;&lt;br /&gt;- e todos aqueles que não se sentiram contemplados. A gente se vê por aí. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-105928702979664831?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/105928702979664831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/105928702979664831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_07_27_archive.html#105928702979664831' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-105825090208123367</id><published>2003-07-15T03:35:00.000-03:00</published><updated>2003-07-16T00:03:33.363-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ora, vejam só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hipotálamo completa seu primeiro ano de existência recheado de “polêmicas”. Uso as aspas porque não acho que o termo seja adequado. Não sou, nem quero ser visto como criador de polêmica. Não escrevo as coisas para ser do contra. Opino, falo mal do que não gosto, elogio o que gosto. É para isso que mantenho esse espaço aqui. É como aquela citação de Paulo Francis, que sempre faço questão de recordar (pela trilhonésima vez):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros e aos leitores é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado. Queria que os criticados fossem melhores...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Longe de mim estar à altura de Paulo Francis, e de querer ser um “Haymone Francis”, mas o velho sabia das coisas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critico a revista Continente, e as pessoas me chegam com respostas do tipo: “você nunca mandou um texto para a revista, então aja antes de falar mal”. E quem disse que eu estou pedindo para que publiquem o que eu escrevo na revista? Eu sou, como bem disse Marcelo Pereira, “um fedelho que quer ser bamba”. Minha sina é ficar calado, é não opinar, é aceitar tudo que me enfiam goela abaixo. Quem sabe um dia, depois de muito lamber o saco dos banbanbans da “cultura local” eu tenha um espacinho num jornal para dar minhas opiniões sobre a antenada cena local? Não tô querendo roubar seu lugar não, Marcelo, nem o de ninguém, pode ficar tranqüilo. Estou estudando para um dia ter o meu próprio. E, de preferência, que não seja fazendo propaganda do governo do estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog mudou de template, como dá pra perceber. Ia colocar outro daqueles templates já prontos, mas aí me revoltei (inspirado na fase branca do &lt;a href="http://fiodor.blogspot.com/"&gt;blog de lilo&lt;/a&gt;) e resolvi deixar assim mesmo, bem simples. O que vale é o que está escrito, e como está escrito. Quando eu souber fazer alguma coisa em html eu construo o meu template próprio. (Agradecimentos especiais a &lt;a href="http://tofillagap.blogspot.com/"&gt;Neca&lt;/a&gt;, que deu os retoques no template.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz bem um mês que eu finalmente terminei de ler “O Reino e o Poder”, de Gay Talese. Não deu pra comentar antes, essa vida de engajado nas causas do movimento estudantil de comunicação está triturando meu tempo livre (o que, de certa forma, tem sido até bom, porque só nessas férias conheci dois estados nunca dantes visitados, mesmo que poucas vezes tenha tido tempo pra fazer turismo propriamente dito). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao livro. Achei muito bom. Não é, contudo, um livro pra todo mundo. Não digo isso pela complexidade, ou pelo volume, e sim pelo tema. Embora a proposta do autor seja, na minha opinião, efetivamente cumprida, qual seja, a de contar a história do New York Times através das pessoas que o fizeram, não acredito que alguém que não tenha interesse por jornalismo, ou meios de comunicação de modo geral, vá ler o livro e conseguir chegar tranqüilamente ao final. (Gostaram das vírgulas?) Isso não tira o mérito do livro, óbvio. O estilo de Talese, ao menos nesse livro, é bem frio. Em nenhum momento você vai ter a impressão de que quem escreveu aquilo seja alguém que esteve dentro do jornal quando boa parte do que é narrado estava ocorrendo, a não ser no posfácio, onde o autor explica que trabalhou por vários anos no jornal. Outra coisa que dificulta a leitura é a quantidade de “personagens”, e a constante ida e volta no tempo da história. Mesmo com tudo isso, é um livro excelente. E pra quem estuda ou trabalha com jornalismo, eu não hesitaria em dizer que é fundamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito diferente do estilo de Talese é a maneira como Norman Mailer escreve. Estou na metade de “A Luta”, livro sobre o qual já falei aqui. Mailer faz questão de se colocar na estória, de fazer parte do relato. E o mais legal é que essa inclusão na história não faz uso da primeira pessoa. Ele se refere a si mesmo como “Norman”, ou como “Mailer”, enfim. E mesmo se colocando na narrativa dessa forma, o texto continua sendo altamente pessoal. Enquanto fala dos preparativos para a luta entre Muhammad Ali e George Foreman no ex-Zaire, atual República Democrática do Congo, Mailer aproveita pra falar sobre a filosofia bantu, sobre a pobreza e a beleza da África, e até sobre as pessoas ao seu redor (entre elas o criador e único praticante do “jornalismo gonzo”, Hunter Thompson, que escreveu “Medo e Delírio em Las Vegas” e estava cobrindo a luta para a Rolling Stone). A gente acaba entrando na história da África, mas especificamente na história do Zaire. Não sei direito da história, mas sei que o país se chamava Congo Belga, depois ficou independente e virou Congo, e depois disso o ditador Mobuto assumiu o poder. Ele era tão megalomaníaco que mudou o nome do país pra Zaire, e instalou lá uma ditadura que durou uns 30 anos. A ditadura era tão ferrenha que tudo no país de chamava zaire. A moeda era Zaire, as linhas aéreas eram Zaire, e até o cigarro era Zaire. O evento mais engraçado dessa história toda é quando um jornalista escreve uma matéria sobre Ali, e fala do cara que tocava congas enquanto Ali treinava. O jornalista errou (como sempre) e escreveu que o sujeito tocava “congo”. E o censor, sem entender inglês, cortou a palavra “congo” e colocou “Zaire”. O percussionista virou, então, o único ser no mundo a tocar zaires. (Toda censura é burra, já diz o ditado.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, falei demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-105825090208123367?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/105825090208123367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/105825090208123367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_07_13_archive.html#105825090208123367' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-105721640813981986</id><published>2003-07-03T04:13:00.000-03:00</published><updated>2003-07-04T04:13:49.380-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>estamos em obras. até breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-105721640813981986?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/105721640813981986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/105721640813981986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_06_29_archive.html#105721640813981986' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-95705859</id><published>2003-06-16T02:20:00.000-03:00</published><updated>2003-06-16T02:21:45.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>entre 16 e 24 de junho eu estarei em &lt;a href="http://www.goiania.go.gov.br"&gt;goiânia&lt;/a&gt;. lá vai estar ocorrendo o &lt;a href="http://www.estudantenet.com.br"&gt;&lt;/a&gt;48º congresso da une.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até a volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-95705859?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95705859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95705859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_06_15_archive.html#95705859' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-95493752</id><published>2003-06-10T02:35:00.000-03:00</published><updated>2003-06-10T02:35:41.270-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>boas notícias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;”O Segredo de Joe Gould” é o segundo livro da coleção sobre jornalismo literário que a editora Companhia das Letras está publicando. O livro, que estará nas livrarias em final de junho, apresenta ao leitor brasileiro Joseph Mitchell, um dos maiores jornalistas e escritores americanos do século XX, colaborador da revista New Yorker até sua morte em 1957.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o link é &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/servlets/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeNoticia?codigoDaNoticia=5813&amp;dataDoJornal=1054522872000"&gt;esse&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aproveitem e leiam o posfácio de joão moreira salles. tá em pdf, que é um saco pra abrir. recomendo que se faça o download primeiro, e que só depois se abra o arquivo, pra evitar que o computador trave (pra baixar, clique com o botão direito no link e escolhe a opção "salvar destino como"). seria legal que existisse uma revista como a new yorker no brasil. dizem que a revista realidade era muito legal, mas não é da minha época, nunca cheguei a ver um exemplar. alguém sabe onde conseguir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-95493752?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95493752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95493752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_06_08_archive.html#95493752' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-95456584</id><published>2003-06-09T05:19:00.000-03:00</published><updated>2003-06-09T05:25:34.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ainda sobre a continente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tomei vergonha na cara e fui procurar saber quem era o tal alberto da cunha melo. percebi que já tinha lido a coluna dele na tal &lt;a href="http://www.continentemulticultural.com.br/revista029/materia.asp?m=MARCO%20ZERO&amp;s=1"&gt;edição 29&lt;/a&gt; da revista, e que tinha não tinha gostado. vou colar a coluna, e depois eu comento sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição Nº29 - Maio de 2003&lt;br /&gt;MARCO ZERO  &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Açulando os piratas contra as multinacionais &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Piratas e grandes gravadoras são duas formas de crime organizado no universo da cultura &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Começo com uma citação de alguém, do meu Estado, que vive metido neste negócio perigoso que é a cultura, o Fred 04, jornalista e vocalista da Banda Mundo Livre S.A., cujo último disco faz parte de negociações com gravadoras da Espanha, França, Itália, Portugal e Estados Unidos. Disse o menino Fred: “as gravadoras não só estão em pânico com a retração do mercado, como sentem pavor do crescimento da Internet.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas, as grandes gravadoras, perderam também metade do mercado, porque a produção pirata de CDs já está em 53% do produto distribuído, significando dizer que, para cada CD produzido legalmente, outro CD falsificado é colocado na mão do consumidor. Que elas vão para o inferno! E vou dizer por quê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes gravadoras de discos fazem parte do que se convencionou chamar de a grande indústria cultural. O termo indústria cultural é uma contradição em termos, porque arte, artesanato e folclore (que são os conteúdos intrínsecos do conceito restritivo de cultura a que nos estamos referindo), são produção cultural e não reprodução em série do produto cultural, visando somente ao lucro, como é o caso, por exemplo, de gravadoras como a Warner Music do Brasil, EMI, BMG, e Sony Music, que acabaram de aumentar o preço dos CDs de R$25, em média, para R$29, quando o salário mínimo acaba de ser aumentado de R$200 para R$240. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que dizem essas gravadoras a quem justifica o crescimento da produção pirata de CDs ao preço extorsivo do mercado (diga-se, de passagem, que já comprei e compro, de vez em quando, um CD pirata por apenas R$5,00, menos de US$2, ao câmbio atual)? Que o preço do CD, no Brasil, estaria muito abaixo do que é praticado em outros países. Argumentavam, no ano 2000, que, enquanto o preço médio do disquinho, em nosso país, não passava de US$4,93, ele custava US$8,22, nos EUA, US$8,28 na Inglaterra e US$8,49, na Argentina. Mas, ao aumentarem, agora, o CD para R$29, com o dólar acima de R$3, realmente o CD brasileiro está acima de US$9. Eu não acredito nos argumentos, nem nos números de uma indústria espúria e corrupta como a do disco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes gravadoras, principalmente as multinacionais, com metástases no Brasil, pagam algo em torno de US$20 mil mensais às grandes redes de rádio, para impor uma nova “música” no mercado. É sempre uma porcaria, que bloqueia a formação do bom gosto musical. Mascaram a propina, em todo o país, com o nome de “verba promocional” como denunciou Fred 04. Esse câncer que apodrece o tecido cultural brasileiro tem como cúmplices as redes de rádio e de TV, jamais comprometidas com o aperfeiçoamento cultural e estético do povo brasileiro, e que são uns lixos fantasiados de alta tecnologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, como andam dizendo, a indústria fonográfica brasileira chegou ao fundo do poço, que este seja o mais profundo e ela desapareça de vez. Quem mexe com a cultura deve ter um compromisso moral ou espiritual com o país, porque não se pode brincar com o gosto estético de uma nação, não se pode impunemente formar um público de imbecis. Na verdade, a grande indústria fonográfica, no Ocidente, virou uma espécie mutante, de crime organizado, tanto quanto o da pirataria combatida pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), Paulo Rosa. As gravadoras pouco estão se lixando para a qualidade artística do que reproduzem e enfiam lixo cultural de goela adentro na população. Querem somente o que chamam de produto de massa, isto é, algo parecido com bolo fecal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o mercado fonográfico anda apavorado com a produção pirata e as matrizes das grandes gravadoras começam a substituir seus representantes no Brasil, ainda bem que o pessoal, comprometido com a ética e com a qualidade artística, cada vez mais amplia o número de gravadoras independentes. A crise das multinacionais talvez abra um claro para a produção do que há de melhor, e ainda escondido, na música popular brasileira. Em recente entrevista, o presidente da recém-criada Associação Brasileira de Música Independente (ABMI), Pena Shmidt, revelou que as produtoras independentes “geram muitos resultados com pouco dinheiro”, porque, segundo ele, predomina o critério de qualidade, de valorização de “novos e bons artistas”. Que os independentes se afirmem e as piratas afundem, cada vez mais, as multinacionais.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por partes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há dúvidas de que o advento da internet exigiu da indústria fonográfica uma reestruturação, que, aliás, está longe de ser conseguida, em parte devido à incompetência dessas empresas, mas, creio eu, também porque ninguém entendeu muito bem como é que esse tipo de coisa vai funcionar daqui pra frente. não defendo gravadora, acho que elas são burras, mercenárias, cobram mais do que deviam, e não têm o menor comprometimento com o que fazem. até aí, tudo bem. o problema é quando se fala de pirataria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha gente, não vamos ser ingênuos de achar que os cds piratas são uma opção contra o mercantilismo da cultura, que eles são uma alternativa perante as grandes gravadoras, ou outras baboseiras que já ouvi. se comprar cd original é financiar essas multinacionais escrotas, comprar cd pirata é mil vezes pior. você está financiando uma rede internacional criminosa, que tem ligações com o narcotráfico, que literalmente rouba os originais dos estoques das gravadoras pra reproduzir e vender a preços “baixos”. uso as aspas porque não sei se 5 reais por um piratão é tão barato assim. afinal, a mídia usada é de baixíssima qualidade, o som é péssimo (chega a ser pior que mp3), quase não se gasta papel, e a impressão é chinfrim. isso sem falar que o pirata não investiu na produção do disco. se as gravadoras não têm comprometimento algum com o “nível cultural” (por mais vago que isso seja), o pirata, além de não ter, não investe radicalmente nada em produção de música. o autor da coluna, mesmo que não defenda abertamente o pirata, afirma que compra, de vez em quando, um cd pirata por apenas 5 reais, menos de 2 dólares, como se o pirata, só porque "cobra menos", fosse "menos bandido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fique claro que não sou um defensor do direito autoral, e nem tenho nada contra, por exemplo, a troca de música na internet. aí o problema é outro, diz respeito ao “copyright”, sobre o que concordo com john b. thompson, quando ele diz, no seu fantástico “a mídia e a modernidade” (cap 1, p. 27), que “em termos de suas origens e de seus principais beneficiários, o desenvolvimento da lei do copyright tem muito menos a ver com a salvaguarda dos direitos dos autores do que com a proteção dos interesses dos editores e livreiros [e, no caso, das gravadoras], que tinham muito a perder com a reprodução não autorizada de livros e de outros materiais impressos [no caso, cds].”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quero, com tudo isso, dizer que cd pirata não é uma alternativa, ele é mil vezes pior do que o cd original. o que está em jogo não é “qualidade artística”, não é se as gravadoras são vilãs exploradoras do mal gosto alheio ou se são mecenas da indústria cultural. estamos tratando de um “comércio” criminoso, que não paga imposto, e que, pior que as gravadoras, não têm comprometimento artístico algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem uma música do planet hemp que diz, a respeito da cannabis: não compre, plante. acho que a atitude mais coerente a respeito dos cds piratas (e, por que não, dos oficiais também) é essa. se você quer mesmo quebrar as multinacionais (o que, aliás, acho muito improvável de acontecer, e não acho que seria bom), não compre o pirata, grave o seu próprio cd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-95456584?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95456584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95456584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_06_08_archive.html#95456584' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-95274792</id><published>2003-06-04T04:51:00.000-03:00</published><updated>2003-06-04T04:51:41.020-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>há quem diga que recife é um feudo. bondade deles. recife é um cortiço, isso sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguém daqui de casa comprou a continente multicultural do mês de maio, aquela que tem um menino chinês na capa. tenho algumas ressalvas com relação à revista. acho o formato meio deselegante, seria mais bonito se tivesse uma forma mais quadrada, tipo a bravo. a diagramação da revista é feiosa também, talvez um designer saiba explicar melhor do que eu. e, aqui entre nós, de onde será que eles tiraram esse nome, hein? que coisa mais "manguecéia tresloucada", sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contudo, a revista tem mais qualidades do que defeitos. embora seja uma publicação do governo do estado, e tenha mais propaganda governamental do que o normal, trata-se de uma iniciativa louvável. principalmente num país onde cultura e educação são sempre relegadas a segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que eu acho engraçado é que a revista, por mais que seja de certa forma inovadora, traz as mesmas pessoas de sempre. a velha elite cultural pernambucana, que cláudio tognolli provavelmente chamaria de "máfia do açúcar" ou coisa do tipo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejamos. logo na página 8 tem uma entrevista feita por kléber mendonça filho. acho kléber um excelente jornalista e crítico de cinema. mas a questão é que ele se tornou o homem-cinema de recife. está em todas, e sempre é a opinião dele que as pessoas estão lendo e comentando. em parte isso se dá por causa da competência dele, mas a falta de concorrência é um fator inquestionável (minha crítica, que fique claro, é aos jornais e publicações de modo geral, e não às pessoas que eu sei que têm talento e vontade, mas não tiveram oportunidade de mostrar). continuando. na página 17 tem uma foto da prof. ângela prysthon, que, pelo que eu vi hoje na abertura do compós, deve ser internacionalmente conhecida ("boa noite. pra quem ainda não me conhece, eu ângela prysthon" - sic). na página 30 tem uma matéria de alexandre figueiroa. na 53 tem uma matéria de marcelo abreu, também professor da católica. etc etc etc etc etc. mas muito pior é o "conselho editorial". dentre os membros, estão francisco brennand, josé paulo cavalcanti filho, manuel correia de andrade, francisco bandeira de mello, e um monte de outros. parece mais a página de opinião do jc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que eu quero dizer é que, por mais que a continente seja uma revista excelente, as vezes eu questiono se ela está trazendo algo de "novo" pra o público. sei que também tem gente nova escrevendo para a revista, mas, na prática, o que vejo é uma extensão do pensamento dos (pseudo) intelectuais já "consagrados" (reparem nos sobrenomes dos membros do conselho editorial e compreendam a razão das minhas aspas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;schineider, meu velho, se você ainda não escreveu pra continente, garanta seu nome lá. quem sabe daqui a umas décadas você não ganha uma cadeira na academia pernambucana de letras... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-95274792?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95274792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/95274792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95274792' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-94870244</id><published>2003-05-25T17:45:00.000-03:00</published><updated>2003-05-25T17:45:20.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>quase um mês sem atualizar. mas estamos voltando, pode crer. pensei em fazer uma justificativa gigante sobre minha ausência. a viagem, a mudança, o centro acadêmico, os trabalhos, o fim do semestre letivo... mas, como deu pra perceber, eu já expliquei tudo em 3 linhas. (a mamata da conexão em banda larga já era. talvez volte, e espero que que seja em breve, mas por enquanto estamos via linha telefônica mesmo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;finalmente terminei de ler "a sangue frio", de truman capote. gostei muito, mas achei que tem uns defeitos meio graves. lá pra metade do livro ele fica um pouco enfadonho. e, sinceramente, acho que ele é longo demais para aquela história (mais de 400 páginas). mas o começo e, principalmente, o final do livro são empolgantes, muito bons mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não acho que esse livro seja propriamente o que se convencionou chamar de "new journalism". ele não tem os pés no chão de "hiroshima", de john hersey, por exemplo. é factual, com certeza, mas é uma espécie de realismo fantástico, onde o autor lê o pensamento das pessoas, entra e sai das suas mentes, volta e avança no tempo indiscriminadamente (como uma espécie de flashback para o futuro). há também uns momentos onde o livro mais parece um documentário, com pessoas dando seus testemunhos sobre a vida na pacata cidade de holcomb. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outra coisa que eu gosto no estilo de capote, e que não deixa de ter relação com a escrita jornalística, é a frieza com que ele descreve os acontecimentos. é um texto supostamente imparcial, mas repleto de questionamentos e de indignações. é como se ele não precisasse de dizer “isso é cruel” ou “isso é hipócrita”, mas fica tudo muito claro, e sem cair no clichê do mocinho e bandido. enxergo isso como uma verdadeira subversão da tal imparcialidade, o que me agrada muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, recomendo. enquanto escrevo, bate aquela vontade de ler tudo de novo, o que é um bom sinal. a companhia das letras estava pra relançar esse livro (atualmente ele está fora de catálogo no brasil), mas não vi nem sinal. depois de “hiroshima”, parece que a série “jornalismo literário” deu uma parada. o que é uma pena, porque tô louco pra ler “aos olhos da multidão”, de gay talese, do qual ouvi as mil maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falando em gay talese, finalmente comecei a ler “o reino e o poder – uma história do new york times”. estou no comecinho ainda, mas o primeiro parágrafo já me deixou empolgado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Em sua maioria, os jornalistas são incansáveis voyeurs que vêem os defeitos do mundo, as imperfeições das pessoas e dos lugares. Uma cena sadia, que compõe boa parte da vida, ou a parte do planeta sem marcas de loucura não os atraem da mesma forma que tumultos e invasões, países em ruínas e navios a pique, banqueiros banidos para o Rio de Janeiro e monjas budistas em chamas – a tristeza é seu jogo, o espetáculo, sua paixão, a normalidade, sua nêmese.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só que o livro é imenso, e provavelmente eu vou demorar um tempão pra terminar de ler. de qualquer forma, eu falo sobre ele quando der.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-94870244?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/94870244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/94870244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_05_25_archive.html#94870244' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-93383000</id><published>2003-04-28T02:53:00.000-03:00</published><updated>2003-04-28T02:54:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>este blog vai ficar de férias enquanto eu estiver participando do &lt;a href="http://www.enecos.org.br/conecomsp"&gt;conecom&lt;/a&gt;, em são paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esses foram os discos que eu gravei pra ir ouvindo na viagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- manitoba: up in flames&lt;/b&gt;. alguns críticos falaram as mil maravilhas desse disco. o pitchfork chegou a falar em influências de spiritualized (?!), beach boys (?!?!) e phil spector (?!?!?!?!?!?!?!). balela. está mais para chapterhouse, só que com toques de idm. gostei, mas não achei essas coisas todas. de qualquer forma, estou levando para ouvir com mais atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- out hud: street dad&lt;/b&gt;. esse aqui é do mesmo selo do godspeed you black emperor, o kranky. é bem simples, guitarras com delay e bateria eletrônica, sem vocal, mas é muito interessante. ainda não ouvi direito, mas gostei de primeira. não é essas coisas todas que falaram, porém. parece legal para ouvir olhando a paisagem pela janela, principalmente de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- boards of canada: music has the right to children&lt;/b&gt;. a verdade é que esse é o momento ideal para eu ter saco de ouvir música eletrônica, principalmente no estilo boards of canada, que é bem lento, e os discos têm faixas curtas, mas em grande número. falam as mil maravilhas desse álbum, o primeiro da carreira deles. ouvirei com carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- sigur rós: ()&lt;/b&gt;. ainda não prestei muita atenção nesse disco, talvez por falta de tempo, sei lá. esse é pra ouvir quando o sol estiver se pondo, e o céu tiver com mil tonalidades de cores diferentes. o disco anterior vai na mala, também, mas aquele eu já conheço de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- exploding hearts: guitar romantic&lt;/b&gt;. porque sem um pouquinho de rock n roll eu não sobrevivo. um dos melhores discos que ouvi esse ano. punk-pop grudento e tosco. melhor do que qualquer banda novaiorquina começada por "the".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- spoon: girls can tell/kill the moonlight&lt;/b&gt;. spoon é do caralho. esse é pra quando bater o tédio, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- broken social scene: feel good lost&lt;/b&gt;. o primeiro álbum da banda, bem diferente do último, que, por sinal, vai na mala também. quero prestar atenção em cada sonzinho, cada detalhe. é disco pra se ouvir com fones de ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou pensando também em gravar o novo do mogwai. mas tô pirangando cd-r.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desejem-me boa viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-93383000?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/93383000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/93383000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93383000' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-93225356</id><published>2003-04-25T03:09:00.000-03:00</published><updated>2003-04-25T03:09:49.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>não é piada: hoje eu estava indo para a faculdade, e quando liguei o rádio estava tendo uma entrevista com andréia guerra. quem?! eu também não sei quem é. pelo que entendi, é uma modelo que posou nua para a capa de alguma revista masculina. no momento que eu liguei o rádio, a entrevista estava aberta a participações dos ouvintes. um ouvinte liga e o diálogo é mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ouvinte:&lt;/b&gt; andréia, eu sei que você mora no rio, e já ouvi falar que você tem medo de andar de carro, por causa da violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;andréia:&lt;/b&gt; é, eu deixei de sair de carro, agora só pego táxi, porque é mais seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ouvinte:&lt;/b&gt; a minha pergunta é: qual você acha que é a solução para a violência urbana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;andréia:&lt;/b&gt; ah, eu não sei. talvez o exército. quando colocaram o exército nas ruas, ele deu uma certa tranqüilidade às pessoas. a gente tem que ter uma polícia forte. tem que entrar na favela, prender os bandidos, entrar atirando, pena de morte, sei lá, tem que arranjar alguma solução. porque são os bandidos que mandam em tudo. e se a favelada descer, não vai ter pra ninguém, eles mandam em tudo, mandam fechar o comércio. é um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;locutor:&lt;/b&gt; é, concordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;andréia:&lt;/b&gt; eu acho que o presidente lula devia, ao invés de só se preocupar em matar a fome dos pobres, tomar alguma providência com relação à violência no rio, porque do jeito que tá não dá mais. estou pensando até em me mudar de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é lógico que essa transcrição é pouco fiel. mas algumas das expressões são tiradas diretamente do que a moça falou: "pena de morte", "favelada", "exército nas ruas", e foi mais ou menos nessa ordem, e com esse sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei nem o que comentar, pra falar a verdade. é nisso que dá entrevistar modelo pelo rádio. em duas palavras: heil hitler!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-93225356?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/93225356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/93225356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93225356' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-93162602</id><published>2003-04-24T03:19:00.000-03:00</published><updated>2003-04-24T03:21:03.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ontem eu ouvi uma música no rádio, mas, pra variar, o locutor não disse qual era, nem quem cantava. esse tipo de situação me deixa muito angustiado, e já aconteceu várias vezes. sempre acabo descobrindo o que estava tocando, mesmo que demore meses. e com o google tudo ficou mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;o primeiro caso foi o mais torturante. eu estava no avião com destino a nova york (de lá eu pegaria outro avião para montreal). era um vôo longo, não lembro a duração ao certo, mas devia ser umas 9 horas, e o avião era muito desconfortável. era um daqueles grandões da american airlines que levam não-sei-quantos passageiros em condições de comover a mais espremida das sardinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;além do desconforto do avião, era a primeira vez (e única) que eu estava viajando para fora do país, e sozinho. estava tenso. não conseguia relaxar, muito menos dormir. e não podia escutar música, já que o uso de aparelhos eletrônicos não é permitido. aí eu descobri que no avião tinha um fonezinho que mais parece um estetoscópio de brinquedo, um pedaço de plástico azul e desconfortável, que parece ter sido feito para caber perfeitamente na orelha de um velhinho, um verdadeiro estupro auricular. e esse fone pode ser conectado a uma entrada no braço da poltrona, para se ouvir numa qualidade sofrível a programação de rádio da própria companhia aérea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a programação devia durar uns 40 minutos no máximo, e depois que terminava, começava tudo de novo. eu lembro que tocaram duas músicas que eu tinha gostado muito. uma delas era um soul bem simples, devia ter 2 acordes só, mas era muito bom, e o vocalista na época me lembrou al green. eu estava ouvindo muita música black dos anos 70 naquela época, hot buttered soul e tal. a outra música era um pós-grunge (?) levado com congas, e com a harmonia repleta de acordes com nona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 meses depois, quando eu tive que fazer o trajeto de volta ao brasil, a programação da rádio do avião ainda não tinha mudado. e, para a minha felicidade, a revista de bordo da american airlines tinha a programação da rádio. o soul era "be thankful for what you've got", de william devaughn, que mais tarde foi regravado pelo massive attack no álbum blue lines; a outra música era "take a picture" do filter, banda essa que eu nunca tive curiosidade de conhecer com mais profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;retomando o começo do texto, quando foi na terça-feira eu ouvi um r'n'b no rádio, desses que poderiam figurar no antigo top 10 estados unidos da mtv. lembrava esses conjuntos tipo tlc ou destiny's child. não que eu goste desses grupos, mas a música era muito interessante: era só uma frase de piano muito simples repetida do começo ao fim da faixa, uma batida regular de r'n'b, e um baixo igualmente repetindo uma seqüência curta de notas. o legal é que a melodia da música segue em frente, com refrão e coisas do tipo, enquanto os instrumentos repetem as mesmas notas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só que, como eu falei, o locutor não disse que música era aquela. eu prestei atenção na frase que a mulher cantava, pra anotar e depois procurar no google. só que esqueci de anotar, e acabei esquecendo também da frase. aí foi desespero. umas 3 da manhã, entrei no chat da transamérica e tentei falar com os apresentadores do programa da madrugada, que estavam na sala, e perguntei se tinha como saber o nome ou a intérprete de uma canção que havia sido tocada entre as 10 e as 10 e meia da noite, e que era assim e assado. tentei falar com várias pessoas da rádio pelo chat, e uma delas me respondeu: era tatu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como ainda não tinha ouvido tatu (só uma música no carro do mahla, e que não era a mesma que eu estava tentando descobrir), fui atrás das músicas no cdnow. ouvi os samples, e vi que aquilo tava muito longe de ser o que eu tinha ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aí, quando foi hoje, eu estava falando com marcos, que também é chegado num r'n'b, talvez mais do que eu, perguntei se ele conhecia uma música que tinha aquela descrição e tal, e cantei um trechinho da melodia. quando cantei a melodia, relembrei da frase que era cantada: eu tinha entendido algo como "see my days all go without you". marcos não lembrava, mas disse que poderia ser destiny's child ou alguma das cantoras do grupo que lançou disco solo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois que lembrei a tal frase, fui tentando achar no google. só que a frase, do jeito que estava, não era encontrada. aí fui tentando as mais variadas combinações, evitando colocar "my days all go", porque de fato não faz muito sentido, gramaticalmente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que, finalmente, uma combinação deu certo. na verdade, a frase que é cantada é "see my days ARE COLD without you". a canção se chama "foolish", e é cantada por ashanti. eu já conhecia essa figura porque &lt;a href="http://theinertia.blogspot.com/"&gt;flávia&lt;/a&gt;, outra chegada em r'n'b, tinha me recomendado uma música dela com ja rule, "always on time".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no fim dessa novela, ficam alguns questionamentos: por que os locutores de rádio não dizem o que está tocando e, quando dizem, é de uma maneira que não dá pra entender? custa falar de forma inteligível? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas o principal questionamento é: será que alguém ainda consegue viver sem o google? eu mesmo não. já me falaram que a barra de ferramentas do google é a melhor invenção depois do próprio google, mas eu não tô interessado. se for pra depender dela como eu dependo do site, não vale a pena. não é saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-93162602?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/93162602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/93162602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93162602' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-92414177</id><published>2003-04-11T04:23:00.000-03:00</published><updated>2003-04-11T04:23:24.280-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o fato de eu gostar de britney spears causa, grosso modo, duas reações distintas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) a reação do cara sério, que abomina;&lt;br /&gt;b) a reação do cara descolado, que acha bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu meio que desgosto das duas posições. sejamos mais claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;claro que eu não gosto de britney spears. mas gosto de "i'm a slave 4 u", e de "boys", por exemplo, que são duas músicas produzidas e compostas pelo duo the neptunes. e, sendo bastante sincero, não dou a mínima pra quem está cantando e rebolando lá na frente. caso ainda não o tenha feito, preste atenção em slave 4 u: a batida, os graves, os timbres, os vocais sobrepostos, aquele som estranho que parece um botijão de 20 litros vazio, BOOOooooommm. a produção é fantástica, e coitada de britney. eu imagino os caras chegando no estúdio e dizendo: "ei guria, canta isso aqui; pronto, agora dá o fora que a gente quer trabalhar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outro exemplo é "like i love you", de justin timberlake. esqueça que o cara é um branquelo babaca e desprovido de talento. tá, eu sei que é complicado, mas faça como meu professor de planejamento diz: abstraia. todos os elementos estão lá: a batida perfeita, a sobreposição de vocais que mais parece uma orquestra de phil spector, o refrão grudento, os falsetes, os synths... não hesitaria em dizer que os neptunes são os produtores mais competentes da atualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltando ao início do texto: é besteira se negar a ouvir essas coisas. mas é mais idiota ainda achar cool porque toca na rádio, ou porque é dançante - a velha tática de madonna, de ser tão ruim que é bom. estou falando de música pop, de produção, de timbres, de batidas, de refrões, essas coisas que são relevantes em qualquer tipo de música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a gente vive um momento em que o verdadeiro artista, aquele que se envolve com a criação, está por trás das câmeras, e provavelmente só aparece nos créditos do encarte. claro que desde os anos 50 que isso existe, a escola de frankfurt já fala em indústria cultural há uns 80 anos, mas acho que a gente chegou num ponto em que nem saber cantar é necessário (naquela época não existia protools, é bom lembrar). o artista virou uma equipe toda, onde quem está na frente é só a bucha do canhão, o corpo siliconado e lipospirado, o rostinho com aplicação de botox. um boneco, de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mesmo na era do sampler, os caras do neptunes andam na contramão. pode prestar atenção, acho que nada nessas músicas que eu citei é sampleado. ou seja, eles não são como o dj da moda que resolve dar uma de produtor. os caras entendem de música, de verdade. o disco do n.e.r.d., que é a dupla do neptunes mais um cara, foi todo gravado com uma banda de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: alguém me ajuda: o plural de refrão é refrões mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-92414177?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/92414177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/92414177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92414177' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-91635461</id><published>2003-03-30T02:00:00.000-03:00</published><updated>2003-03-30T02:03:27.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>trechos do livro "mídia e pânico", de malena contrera. o leitor que os julgue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na mídia, Frankenstein ganhou implantes cibernéticos, virou Robocop."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(frankenstein é o doutor, e não o monstro, minha filha.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Virtualizar o corpo foi uma forma simbólica encontrada por nosso tempo para apaziguar o medo da morte. Só que, ao abrirmos mão da morte, abrimos mão também da vida, já que elas são indissociáveis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não diga?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dietmar Kamper diz que Deus sonhou o homem que, por sua vez, sonhou a máquina, e que a máquina sonha Deus. Deus já acordou, o homem ainda não. Talvez por isso as máqunas estejam tão vivas enquanto o corpo humano se rarefaz e se transforma em imagens cujos suportes são cada vez menos o bom e velho barro do qual fomos feitos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na constituição ainda desse poder simbólico dos mídia, é preciso levar em consideração que a natureza virtual dos meios de comunicação contemporâneos, presente até mesmo em sua identidade mundializante pós-moderna, possibilita que eles estejam em tuda a parte ao mesmo tempo. Ou seja, eles roubam dos deuses a onipresença. A partir dessa operação simbólica, a onipresença da mídia (roubada dos deuses) trará, de quebra, a ilusão de sua onipotência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("pega ladrão", disse zeus, enfurecido, enquanto roberto marinho fugia pela porta dos fundos do olimpo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parece com as coisas que o poeta da rua do lazer escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-91635461?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91635461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91635461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91635461' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-91328263</id><published>2003-03-25T02:35:00.000-03:00</published><updated>2003-03-25T12:04:08.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>esse post é uma resposta ao comentário que meu primo domingos deixou no post passado. acho que foi muito interessante e me fez quebrar a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eis o comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Muito bom o texto, Mone. Só tenho algumas ressalvas a fazer: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que, primeiro de tudo, não se deve confundir o posicionamento absolutizador da crítica - de ter achado a “nova redenção” para o rock na complexidade – com o caráter relativo e singular da busca de um artista por experimentar novas formas de expressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, quem dita que o Radiohead é a “melhor banda” por ter se tornado mais “complexa” e que tudo em música tem que ser complexo para ter qualidade não são eles mesmos. Pelo contrário, percebo neles um enorme gosto pelos contrastes e pavor à uniformização, possuindo várias facetas. Atualmente é óbvio que eles passam por uma fase meio que negadora de seu passado musical e, se irão permanecer nessa “tendência” ou não é algo imprevisível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ressalva quanto à complexidade, acho que você restringiu seus exemplos à questão dos acordes. E, no caso do Radiohead, a complexidade deles, diferentemente da dos "progressivos", não se enquadra tanto numa questão de técnica musical ortodoxa - pelo contrário, em certos momentos do Kid A e do Amnesiac o Radiohead beira o demencial em questão de técnica... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que teu desabafo não tem caráter de época, assim como, não muito tempo atrás, estarias de saco cheio da chuva de guitarras distorcidas e músicas de três acordes em profusão ?&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez tenha caratér de época, isso só o tempo vai dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha questão é mais a respeito da postura da banda com relação à música e, o mais importante, a adoção cega das pessoas a esses "valores". hoje em dia você gostar de hives, digamos, é motivo de vergonha para algumas pessoas, porque é uma música simplória. quantas vezes eu já não ouvi e falei "é uma merda, mas eu gosto"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas discordo um pouco em um ponto: eu vejo nas declarações dos próprios integrantes da banda, mais precisamente jonny greenwood e thom yorke, uma tendência a negar o passado, e se envergonhar de ter sido uma banda de rock. não acho que eles devam passar o resto da vida tocando creep - abomino igualmente a postura dos rolling stones cantando satisfaction aos 60 anos. só não vejo os últimos discos do radiohead como música superior. prefiro kid a ao pablo honey, com certeza, mas isso independe de um ter guitarras distorcidas e o outro ter influências jazzisticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquele vídeo do radiohead, meeting people is easy, é uma escarrada das verdinhas no prato em que eles comeram. não esqueçam que o radiohead foi a banda de abertura da turnê de alanis morissette, e que eles tocaram na mtv beach house. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por outro lado, acho que a colocação que mais me fez pensar foi a do último parágrafo. também acho deplorável aquela postura anti-técnica, a ditadura dos três acordes, que tanto faz a cabeça dos punks esquecidos no tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, esse blablablá todo é pra dizer que música, sendo uma forma de expressão, tem a técnica, ou a simplicidade, ou a complexidade, como OPÇÕES de quem cria, e não necessariamente há uma hierarquia entre essas coisas, a não ser na cabeça do artista. e nesse sentido, eu estou pouco me linchando se jonny greenwood toca dez instrumentos diferentes ou se johnny ramone só sabe colocar três acordes na guitarra - pra mim o que está em jogo é o contexto onde essas coisas se situam. um silêncio pode (ou não) valer por mil acordes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: pra encerrar o tema radiohead, recebi hoje o informativo deles. não sei se todo mundo já sabe, mas lá tem dizendo lá que o disco novo sai dia 9 de junho, e que se chamará "hail to the thief". não simpatizei com o título, mas tenho boas expectativas. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-91328263?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91328263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91328263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91328263' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-91105789</id><published>2003-03-21T02:10:00.000-03:00</published><updated>2003-03-21T02:10:05.360-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;recife, ano 2030. na rua sete de setembro, um estabelecmento cinqüentenário se mantém como referência em termos de música pop, a vinil discos. um senhor com seus 60 anos, de bigode, barriga saliente, entra na loja. "miranda júnior, me vê o novo do radiohead!", diz ele. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pensei nisso quando estava discutindo no afzul: o radiohead faz hoje o papel que o yes, o pink floyd e as outras bandas progressivas dos anos 70 faziam. e não há, necessariamente, um juízo de valor nessa afirmação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou um grande fã do radiohead, gosto de todos os discos deles, e "ok computer" é um dos melhores álbuns, senão o melhor que eu já tive a glória de escutar. a questão não é bem essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que o radiohead têm orientado a mente de algumas pessoas no sentido de criar um certo desprezo com relação à música mais simples. a trajetória do radiohead a gente conhece: começaram fazendo um rockinho cheio de guitarras e, aos poucos, foram tornando o seu som mais "elaborado". acho que o primeiro disco deles, pablo honey, não é ruim porque é simples, e sim porque as canções não são grandes coisas comparadas com o que a banda veio a fazer posteriormente (e eu gosto do disco, diga-se). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a questão é que o radiohead tornou seu som mais "complexo", como se isso o tornasse uma banda melhor, e uma coisa não está necessariamente relacionada à outra. música simples e música complexa não corresponde a música ruim e música boa. robert johnson só precisava de 3 acordes pra fazer música. ravi shankar só precisa de um. ornette coleman não precisa de nenhum. e essas limitações é que fazem esses artistas terem seu valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outro fenômeno freqüente é confundir inventividade com complexidade. ser inventivo (ou criativo, ou original, como queiram) independe disso, e muitas vezes a limitação é que faz da arte original. acho que a música pop está aí pra comprovar isso em vários casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais importante ainda: o que diabos é complexidade, especialmente em musica? são 7 notas, e pronto. eu vejo a musica, e a arte como um todo, mais como forma de expressão, de gerar emoções, do que como um sistema fechado de possibilidades técnicas previamente dadas. e mais: não acho muita graça em jonny greenwood tocando um instrumento bizarro trazido da península da cucaracha. nada contra, até gosto, mas ele nunca chegou nem perto do brilho de quando ele era um reles guitarrista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o radiohead meio que me convenceu por uns tempos que música pop era uma coisa pobre e desprezível. e é mesmo, mas não é mais desprezível do que o último experimento gerado em protools que o radiohead vai colocar (ou não) em seu álbum novo. como disse certa vez o próprio jonny greenwood, é tudo som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu queria que lester bangs estivesse vivo pra falar mal do radiohead. a crítica musical, especialmente de rock, precisa de alguém que dê um banho de água fria nesse pessoal que fica embasbacado com a pretensão alheia dos pós-rocks de botique, com seus laptops de última geração, seus produtores da moda e suas composições de 10 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora me dá licença que eu vou ouvir chuck berry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: eu vou me arrepender de ter escrito isso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-91105789?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91105789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91105789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91105789' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-91041095</id><published>2003-03-20T02:36:00.000-03:00</published><updated>2003-03-20T02:36:18.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>a rotina de passar o dia inteiro na faculdade está fazendo com que eu tenha menos tempo (e saco) para escrever aqui. tentarei tirar o atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; há algum tempo eu vinha procurando por um livro que falasse das teorias de cinema, e que introduzisse noções a respeito de linguagem cinematográfica. encontrei dois mais ou menos interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um é o "práxis no cinema", de noel burch, daquela coleção debates, editora perspectiva. folheei o livro e me pareceu ser interessante, mas não posso falar muito mais sobre ele. quem tiver interesse, tem na livraria imperatriz do shopping plaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o outro se chama "as principais teorias do cinema: uma introdução", de j.d. andrew, editora jorge zahar. esse eu comprei porque me pareceu ser mais didático e, portanto, adequado a um leigo no assunto, como eu. cada capítulo é dedicado a um teórico, dentre eles eisenstein, andré bazin, christian metz e um monte de outros. acho que é uma boa pedida pra se iniciar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou procurando outros autores. se alguém puder me indicar alguns, ficarei muito grato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt; na saraiva online eu encontrei "a luta", de norman mailer, por 6,90. o preço do livro na tabela é 30 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nunca li nada de norman mailer, e, assumo, não havia ouvido falar no sujeito até umas duas semanas atrás. há um bom tempo que venho me interessando pelo que se convencionou chamar "novo jornalismo" (ou "jornalismo literário", ou "romance de não-ficção", como queiram). muito resumidamente, é uma forma de jornalismo mais livre com relação à forma, flertanto com a literatura. surgiu como grandes reportagens em revistas americanas como a the new yorker e outras que não me lembro agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a editora companhia das letras recentemente lançou uma coleção sobre o tema, cujo primeiro título (e único, até agora) foi "hiroshima", de john hersey, que é uma reportagem nem um pouco ortodoxa sobre as vítimas da primeira bomba nuclear. o texto ocupou todas as páginas da new yorker da época, e é considerado como o inaugurador do new journalism. (há controvérsias. john reed escreveu "10 dias que abalaram o mundo", que é uma reportagem, um bom tempo antes, e mesmo "os sertões" de euclides da cunha não deixa de ser uma espécie de relato dessa espécie).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem, norman mailer é um dos caras que aderiu (não sei se oficialmente) a essa forma de escrever. "a luta" é um relato sobre muhammad ali e sua recusa a lutar durante a guerra do vietnã. o tema me pareceu interessante, e o preço também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem quiser saber mais sobre o assunto, dê uma olhada nesse link:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalite.com.br/"&gt;http://www.jornalite.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a página não é lá essas coisas, mas acho que serve como uma introdução ao assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt; se alguém está esperando que eu me pronuncie sobre o segundo baile funk, pode esperar até que o império contra ataque. aliás, vou fazer propaganda do site da festa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://planeta.terra.com.br/arte/maonaxoxo"&gt;http://planeta.terra.com.br/arte/maonaxoxo&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-91041095?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91041095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/91041095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91041095' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-90134586</id><published>2003-03-04T18:48:00.000-03:00</published><updated>2003-03-04T18:48:52.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>meu carnaval:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;as horas:&lt;/b&gt; discordo um pouco das críticas que li sobre o filme. uma delas falava que ele tinha a graça e a leveza de um cofre de aço com rodinhas. a analogia é até engraçada, mas não vejo do mesmo jeito. é um filme pesado, arrastado até, o que não é necessariamente um defeito. eu colocaria mais como uma característica. os filmes de tarkovsky são pesadões. os de bergman idem. nem por isso são ruins (e as horas não chega nem perto em termos de "peso"). um filme não tem que ser necessariamente "leve" para ser bom, ao meu ver, assim como uma canção não tem que ser radiofônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há quem diga que é um filme feito pro oscar. também acho, mas sem isso ser necessariamente outro problema. é um filme "oscarizável", mas não necessariamente apelativo. os beatles faziam música pra tocar no rádio, e elas não eram ruins por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas chega de falar das críticas, vamos direto ao que interessa: o que eu achei do filme? é bom, vale o ingresso. recomendaria, até. julianne moore é uma das melhores atrizes que eu já assisti, e o papel dela nesse filme comprova a regra. meryl streep não faz feio. talvez tenha ficado meio ofuscada, mas não decepciona. nicole kidman é que estraga tudo. ela me parece uma atriz de manual. "faça cara de virginia woolf", aí ela encosta o queixo no tórax e olha pra frente, sempre com aquele tom de mulher sábia. poderia até funcionar, mas acho que falta competência mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a história é muito bem costurada, ninguém se perde nas passagens de um personagem pro outro. mas não vou entrar em detalhes. a verdade é que no fim do filme eu fiquei muito mais com vontade de ler o romance de virginia woolf do que o "as horas" original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;prenda-me se for capaz:&lt;/b&gt; não gosto de spielberg, isso não é novidade. achei minority report um filmão, mas fora esse não tem nenhum dos que eu vi que me agrade muito. esse novo é bom. os créditos no começo são geniais, parece coisa dos anos 60, tipo pantera cor de rosa. a história é legalzinha, dá pra divertir. o pior do filme são aquelas intervenções spielberguianas, aqueles dramas familiares. não tenho saco pra isso. não consigo dizer mais nada sobre o filme. serviu pra passar o tempo, no pior sentido possível. mas não é um filme ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falta ver "gangues de nova york".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-90134586?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/90134586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/90134586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90134586' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-89416093</id><published>2003-02-20T02:58:00.000-03:00</published><updated>2003-02-25T21:52:53.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>não há nada pior que um livro ruim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou tentando ler "o talentoso ripley", de patricia highsmith. tô na página 106, mas tá difícil de passar adiante. até agora, o livro é um tédio sem tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu assisti às duas versões pro cinema desse filme, e gosto muito de ambas. por causa disso resolvi ler o romance original. ripley me pareceu ser um personagem muito interessante, a princípio. mas desde que comecei a ler o livro, não consigo achar o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é novidade que eu gosto de romance policial, embora não tenha lido muito. há quem diga que é uma literatura menor, e não duvido que seja, mas seria injusto se eu negasse que "o longo adeus", de raymond chandler, é um dos melhores livros que eu já li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aliás, se eu for considerar a origem do meu gosto por literatura, as histórias de detetive sempre estiveram lá. os primeiros escritores que me interessaram foram justamente edgar allan poe e arthur conan doyle. poe, dizem alguns críticos, foi o criador do tal gênero, e conan doyle dispensa comentários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o problema do livro de highsmith, até onde eu li, é a falta de fluência. a impressão que eu tenho é que ela está tentando dar profundidade ao personagem a qualquer custo, o que acaba por tornar a história enfadonha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a trama é famosa: um milionário "contrata" tom ripley para ir até mongibelo, no sul da itália, na tarefa de convencer seu filho a voltar para os estados unidos. esse ricão acha quem ripley é muito amigo do seu filho, mas eles se viram poucas vezes na vida. ripley, um trambiqueiro sem um tostão, não pensa duas vezes e aceita a proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só que ripley era um mala enquanto estava nos eua, e quando chega na itália vira um bundão sentimental (e gay). um trechinho do livro que deveria ter um tom reflexivo, mas acabou me fazendo rir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tom saiu rapidamente, em direção à cozinha. A enorme forma branca da geladeira avançou sobre ele. Queria uma bebida com gelo. Mas não queria sequer encostar naquela coisa. Ele passara um dia inteiro em Nápoles com Dickie e Marge, olhando geladeiras, examinando bandejas de gelo, contando o número de dispositivos em cada uma, até quem Tom não conseguia mais distinguir uma da outra, mas Dickie e Marge continuaram naquilo, com o entusiasmo de recém-casados. Depois passaram mais algumas horas em um café discutindo os respectivos méritos de cada geladeira que haviam visto antes de tomarem uma decisão sobre qual queriam comprar. E agora Marge aparecia com mais freqüência do que antes, porque ela havia guardado um pouco de sua própria comida lá e volta e meia ia buscar gelo. Tom percebeu de repente por que ele odiava tanto a geladeira. Ela significava que Dickie não ia a parte alguma. Acabou não só com a viagem à Grécia naquele inverno, como também significava que Dickie nunca se mudaria para Paris ou Roma, como ele e Tom haviam pensado nas primeiras semanas de Tom lá. Não com uma geladeira que se distinguia por ser uma entre as quatro que havia na vila, uma geladeira com seis bandejas de gelo e outras tantas prateleiras, que lembrava um supermercado com a porta aberta.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é por essas e outras que eu acho que vão vou conseguir ler esse livro até o fim. o problema é que ao mesmo tempo que eu estou achando um saco, fico na curiosidade de continuar lendo pra saber se a história vai melhorar ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou dar a última chance ao capítulo 12. se ele for bom, eu continuo. senão, entra o próximo da fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-89416093?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/89416093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/89416093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89416093' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-89132744</id><published>2003-02-15T03:43:00.000-03:00</published><updated>2003-02-15T03:43:35.146-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;poder cru.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dos maiores crimes já cometidos contra a música foi a mixagem do raw power, dos stooges. o instrumental está afogado no fundo, cheio de efeitos, e a voz de iggy está ridiculamente alta em comparação com o resto. parece que a banda gravou os instrumentos e iggy nem estava lá. eu diria que é o disco mais mal produzido que eu já ouvi, porque a produção consegue *estragar* as músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais grave ainda é se levarmos em conta que a produção estragou um dos maiores discos de rock n roll já feitos. sem esparro nenhum. não estou falando de música, estou falando de rock, e nisso os stooges se garantiam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns anos atrás iggy pop remixou o disco, deixando do jeito que ele queria que fosse. é só ouvindo a nova versão que se percebe o quanto ele foi prejudicado na edição original, de 73. diferentemente do que se espera de um vocalista, iggy deixou os vocais mais ou menos na altura em que estavam, mas colocou todos os instrumentos no mesmo volume, o que deu vida nova ao disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até aqui, tudo bem - prefiro, de longe, a versão nova do raw power. o problema é: até onde se deve mexer na obra? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a tecnologia não vai parar de se aperfeiçoar, e vão sempre surgir novos meios de se corrigir certas falhas, disso eu não tenho dúvida. mas se cada vez que surgir uma nova tecnologia as pessoas começarem a "corrigir" os discos do passado, por exemplo, a gente vai estar praticamente abandonando a obra original. dessa forma, eu não sei até onde a minha versão preferida do raw power é fiel aos valores artísticos do raw power de 73. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma coisa mais ou menos parecida aconteceu com o livro cidade de deus. depois do sucesso do filme, o livro foi reeditado, e foram cortadas quase 200 páginas do livro. vi um crítico dizendo que o que foi retirado do livro de fato o tornava menos interessante. mas será que o que fazia do livro uma obra singular não era o conjunto da obra, mesmo com seus defeitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acredito que deve-se seguir uma espécie de "ética artística", no sentido de submeter as obras de arte às novas tecnologias, mas preservando-se ao máximo as peculiaridades referentes ao momento em que tal obra foi realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no caso do raw power, mais especificamente, acho que a reedição do disco deveria conter tanto a mixagem de 73 quanto a nova. isso foi feito com os discos do buffalo springfield (que têm as versões mono e estéreo dos álbuns em um cd) e a caixa peel slowly and see, do velvet underground (que tem as duas mixagens do terceiro álbum na mesma bolacha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque modernizar o passado só é uma evolução musical se você preserva os originais, ao meu ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-89132744?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/89132744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/89132744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_02_09_archive.html#89132744' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-89018374</id><published>2003-02-13T03:10:00.000-03:00</published><updated>2003-02-13T03:10:56.836-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>passei o dia ouvindo o heroes de david bowie. gravei ele e o lodger em um cd-r. eu já conhecia algumas músicas do disco, mas nunca tinha escutado o disco de cabo a rabo. aliás, de bowie eu só conheço os hits, mesmo. o único álbum de verdade que eu tenho dele é o low.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o low é um discão, não há dúvidas. um dos mais importantes de toda a história do rock, e talvez o mais influente dos anos 70. concordo. tem duas das minhas canções preferidas de bowie: be my wife e breaking glass. mas não acho que seja um disco perfeito, como muitos críticos consideram. eu até os entendo, mas não consigo achar o mesmo. acho sound and vision muito chata. aquela música com iggy pop, what in the world, também não é grandes coisas, parece um electro-samba fajuto, sei lá. e tem o lado b do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é que o lado b seja ruim. acho as músicas instrumentais (ou quase-instrumentais, já que ele faz uns vocais) muito boas. só que elas me soam um pouco datadas. na época deve ter sido um impacto forte, mas hoje não faz muito sentido. eu diria até que soam um pouco new age. mas mesmo assim, eu gosto delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a diferença do heroes pro low é que nele bowie consertou tudo que tinha feito errado. o low é um carro de luxo antes da revisão dos 20.000 km, e o heroes é o mesmo carro recém saído da oficina. e é por essas e outras que eu considero o heroes o melhor disco que david bowie já fez (mesmo sem ter escutado os outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o heroes também tem músicas instrumentais, só que elas são bem superiores, ao meu ver (e não são nem um pouco datadas). e o heroes não tem nenhum hit bobinho como sound and vision. tem um dos maiores sucessos de bowie, que é a música título, mas de bobinha ela não tem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que mais me impressiona em heroes (a música) são as guitarras de robert fripp. elas estão em camadas, cada uma com um timbre diferente, mas é como se elas estivessem trabalhando em função de uma coisa só, o que cria uma textura sui generis. fora isso, ela tem um quê de velvet underground e de krautrock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aliás, esse é um dos grandes méritos do heroes (o disco). se eu tivesse que escolher um só disco pra representar o rock dos anos 70, eu escolheria esse. ele tem elementos de glam, de krautrock, de progressivo, de funk, e um pé nos anos 60, mas sem abandonar a estrutura básica do rock n roll. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outros grandes momentos do disco: o funk beauty and the beast, com sua linha de baixo sintetizado a la funkadelic; a lindíssima sons of the silent age, onde bowie soa como um scott walker eletrizado; e os teclados radioactivitianos de sense of doubt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;historicamente não é o mais importante, nem o mais influente. mas musicalmente eu acho que o heroes é imbatível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: eu não sabia que a versão de heroes mais conhecida era editada. fiquei chocado quando ouvi a original. são quase 3 minutos de corte! boa parte da letra fica de fora da edição pro rádio. o que eu não entendo é porque as coletâneas colocaram a versão editada em suas seleções. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-89018374?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/89018374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/89018374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_02_09_archive.html#89018374' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-88959120</id><published>2003-02-12T03:22:00.000-03:00</published><updated>2003-02-12T15:16:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>a flanela ficou obsoleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso mesmo. flanelinha hoje em dia não usa mais flanela, salvo raras exceções. usam cone, apito, bilhete impresso. a localização da católica torna o lugar um verdadeiro celeiro de profissionais desse ramo, e eu preciso fazer usufruto desse tipo de serviço quase diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como estudo à tarde, não tenho muito problema pra estacionar por ali. é ruim, mas dá pra parar. a bronca é de manhã, e principalmente à noite. estou pagando algumas cadeiras com as turmas da noite, e isso faz com que eu tenha um intervalo de quase 4 horas entre uma aula e outra. se dependesse só da distância, eu voltaria para casa, mas tem o problema do estacionamento. só de pensar em ter que arranjar *outro* lugar pra estacionar me deixa estressado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resolvi que tinha que voltar pra casa de qualquer jeito. aí falei com seu manoel, que é o flanelinha da rua onde eu quase sempre estaciono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CENA:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;estou saindo da rua do lazer, indo em direção à rua bernardo guimarães, onde estacionei meu carro. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HAYMONE&lt;br /&gt;seu manoel, será que lá pra de noite dá pra eu estacionar por aqui? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEU MANOEL&lt;br /&gt;dá sim, eu arrumo um lugarzinho pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HAYMONE &lt;br /&gt;mas o senhor não sai daqui cedo? eu acho que quando eu voltar o senhor não vai mais estar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEU MANOEL&lt;br /&gt;ah, mas não tem problema. eu falo com o rapaz da noite e ele arruma uma vaguinha pra você. o nome dele é oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HAYMONE&lt;br /&gt;ah, tá certo. mas e se não tiver mais vaga em canto nenhum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEU MANOEL&lt;br /&gt;fique frio, rapaz, a gente bota os cones ali e guarda um espacinho pra você. pode ir tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;repare bem no esquema de seu manoel. primeiro que ele não trabalha sozinho - tem oliveira, que é uma espécie de sócio dele, e faz com que a rua nunca esteja sem ninguém. segundo que ele é o dono da rua mesmo. tanto que ele tem lá os cones dele, que ficam literalmente no meio da rua, guardando os lugares da clientela da manoel e oliveira flanelinhas associados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seu manoel trabalha naquela rua há 20 anos, e não parece nem um pouco disposto a mudar de emprego. não sei o que levou ele a ir pra lá, mas sei que depois disso ele não quis mais saber de outra coisa. com a idade que ele tem, uns 50 anos, provavelmente ele não conseguiria emprego em outro lugar. e ele leva uma vida tranqüila. passa o dia lendo o jornalzinho dele, tira uma soneca depois do almoço, empurra um carro ou outro, e ganha o dinheiro dele. não deve ser muito, mas vale pelo trabalho dele, senão ele não estaria nessa há tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinceramente, não sei o que achar disso tudo. poderia ser pior, tenho certeza. ele arranjou um jeito mais ou menos honesto de se sustentar, e por mais que tenha uma pitada de vadiagem nessa história, eu não deixo de entendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: fui pra aula de noite mas acabei nem colocando o carro no lugar que ele ia guardar pra mim, pffff.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-88959120?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/88959120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/88959120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_02_09_archive.html#88959120' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-88823773</id><published>2003-02-09T22:36:00.000-03:00</published><updated>2003-02-09T22:36:57.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o caso cardinot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que estudar jornalismo é ter que se submeter a um monte de clichês, tanto por parte dos alunos quanto (e principalmente) por parte dos professores, não é novidade pra ninguém. sou aluno do segundo período e já enjoei de ouvir falar da tv cultura, da globo, de alienação, de indústria cultural, etc. o ruim é que eu não consigo ouvir essas coisas e ficar calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a última foi com o professor de sociologia da comunicação. a cadeira parece ser muito boa, aliás, principalmente se o professor fugir dos tais clichês que eu falei lá em cima. mas voltando, começou uma discussão sobre a questão da proliferação dos programas policias na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;defendi - e defendo - a posição de que é natural que exista esse tipo de programa na tv brasileira. acho que muitas vezes os profissionais de comunicação analisam muito mais a oferta do que a procura, quando deveria existir um certo equilíbrio entre as duas coisas. dessa forma, tomemos o exemplo da região metropolitana do recife. chutando, eu diria que ocorrem uns 20 assassinatos a cada fim de semana, uns 30 roubos de automóveis, e mais uma penca de assaltos. pior: os índices parecem aumentar em progressão geométrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outro dia desses eu vi na tv um comercial de uma empresa que faz blindagem de automóveis. era um comercial normal, poderia ser de ar condicionado ou de cadeiras roller-flex: uma musiquinha instrumental no fundo, uma voz de locutor de rádio e tal. antigamente eu só ouvia falar em carro blindado quando brincava de comandos em ação; hoje virou uma coisa que se anuncia na tv com a maior naturalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outros exemplos levariam à mesma conclusão: a população se preocupa com a violência, e com toda razão. se eu, que moro em prédio, tenho medo, imagina o sujeio que mora numa casa num bairro mais distante do centro. todo esse caos cria uma demanda por informação, é claro. as pessoas querem saber do que está acontecendo, quer se preparar para o pior e fazer o máximo para evitá-lo. daí eu acho que seja natural a aparição desse tipo de programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que precisa ser discutido, mais do que a existência desses programas, é a maneira como eles são conduzidos. o fato de haver demanda não justifica os abusos éticos que esses programas cometem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que exista folha de pernambuco, eu até entendo. o que não tem explicação é foto de cadáver decepado, piada com gente pobre, mulher arrancando cabelo na frente das câmeras, essas coisas. aí já é uma espécie de fetichização da violência: de preocupação, ela se transforma em entretenimento, em piada. é aí que eu acho que reside o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ninguém da sala concordou comigo, nem o professor, mas era de se esperar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-88823773?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/88823773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/88823773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_02_09_archive.html#88823773' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-87710524</id><published>2003-01-20T01:28:00.000-03:00</published><updated>2003-01-20T01:32:56.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>tem coisas que só as férias fazem por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passo o dia todo baixando música compulsivamente, e tô dando um jeito de assimilar tudo (não tá sendo difícil, mas o ritmo vai aumentando). esse é o top 10 da última semana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= mclusky - to hell with good intentions (do álbum "mclusky do dallas", 2002, lançado inclusive no brasil)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mclusky é um trio galês cujos vocais me lembram pixies. o instrumental é distorcido e pesado, cortesia da produção de steve albini. não acho a banda essas coisas todas, mas essa música é hilária. vale a pena ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= the streets - don't mug yourself (do álbum "original pirate material", 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;também não gosto muito de the streets, o "eminem britânico". aliás, não consigo achar que esse cara faz hip hop. de qualquer forma, essa é a música que eu escuto de 10 em 10 minutos, não sei exatamente explicar o porquê. oi oi oi oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= sleater-kinney - far away (do álbum one beat, 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre ouvia falar do sleater-kinney, mas só fui ouvir de verdade quando descobri que era delas aquela música da vinheta da mtv, "a quarter to three". esse último disco é o melhor que já ouvi delas, e essa é a faixa que ouço mais. rock n roll espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= uncle tupelo - i wanna be your dog (do álbum "an anthology", 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;versão country do cráááássico dos stooges. muito foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= spoon - the way we get by (do álbum "kill the moonlight", 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a banda já existe há um bom tempo, mas eu só conheci ano passado. essa aqui tem um piano massa, me lembrou sloan, e tem umas palminhas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= nelly - hot in herre (do álbum nellyville, 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é a mais trash da seleção toda. nelly é seboso, é o "é o tchan" americano, mas essa música é muito boa. gosto da batida e da guitarrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= interpol - pda (do álbum "turn on the bright lights, 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;juro que nunca mais falo que interpol é do caralho, que o disco deles foi o melhor do ano passado, e que essa música toca direto aqui em casa há uns 4, 5 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= polyphonic spree - hangin' around (do álbum "the beginning stages of", 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem gostei muito do disco todo, mas essa música é genial. o melhor refrão dessa seleção. lembra flaming lips circa "soft bulletin".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= talib kweli - get by (do álbum "quality", 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talib kwali é ex-parceiro de mos def no black star. é um dos rappers que eu mais gosto, e essa música é a que mais me empolga no último disco dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;= liars - pillars were hollow and filled with candy so we tore them down (do ep "fins to make us more fishlike", relançado em 2002)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje eu tava ouvindo esse ep e minha irmã mandou fechar a porta. não é nem um pouco melódico. lembra gang of four, só que mais gritado e mais sujo. não é pra todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-87710524?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87710524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87710524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_01_19_archive.html#87710524' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-87667139</id><published>2003-01-19T02:08:00.000-03:00</published><updated>2003-01-19T02:10:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;discos que merecem (ou não) uma segunda chance.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. r.e.m. - document&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois que eu ouvi o murmur, fiquei curioso pra conhecer os discos do r.e.m. antes de eles assinarem com a warner. pensei que não tinha nenhum deles no brasil, mas acabei encontrando esse document por um preço razoável, e comprei sem ouvir. já conhecia "the one i love", lógico, e "it's the end of the world blalabla". aliás, nunca simpatizei muito com essa última, talvez por culpa de eduardo pereira e seus comparsas da finada non stop. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nunca vi um comentário negativo sobre esse disco. mas eu não gosto dele. não é que eu o ache ruim... eu só não o considero bom, e, principalmente, ele não chegou nem perto de corresponder às minhas expectativas. vou tentar explicar o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o disco que eu menos gosto do r.e.m. é o green. não me agrada a sonoridade dele, e nem as músicas. é tudo tão limpo, tão lapidado, que parece que a música está estalando no ouvido. fora isso, eu vejo uma tentativa (bem sucedida, diga-se) de soar acessível, radiofônico. não que isso seja um crime, mas não é exatamente o que eu busco, especialmente num disco do r.e.m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o document é meio feito o green, só que num estágio menos grave. acho a sonoridade dele também muito lapidada, bem a cara daquela época mesmo. só que o problema é que o green é o disco que eles gravaram logo depois de assinar com a warner, enquanto o document é ainda, em tese, um disco de um selo pequeno, o i.r.s.. daí a decepção. esperava encontrar um som menos pasteurizado, como no murmur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e fora isso, as músicas do disco não me agradam muito. Tem “finest worksong”, que é minha preferida; tem “the one i love”, que mesmo manjada é uma grande canção; e tem “welcome to the occupation”, que alem do título bem sacado é também muito boa. as outras não me agradam. (pode até ser que tenha outra boa no fim do disco, mas a verdade é que nunca consegui ouvi-lo de cabo a rabo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é aquela história, não é ruim, mas também não me agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. jefferson airplane – surrealistic pillow&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esse eu encontrei usado, tava uns 15 reais. esse saiu até na discoteca básica da bizz (ah, como eu adorava odiar a bizz). comprei esperando uma obra prima, mas nunca consegui delirar com esse disco. novamente, não é que seja ruim – e nem é o caso do r.e.m., porque esse é bom pra cacete, e eu gosto dele do começo ao fim. mas não consigo encergar nele tudo isso que se diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem as duas músicas mais famosas do jefferson airplane, white rabbit e somebody to love. essa última é de fato um verdadeiro crássico do rock, mas acho white rabbit uma das menos boas do disco. gosto das músicas cantadas pelo cara, muito embora grace slick seja uma cantora da porra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu problema com ele é que eu não consigo achar esse disco um clássico, um item indispensável pra quem quer conhecer rock. é um bom disco, de uma banda mais ou menos, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. yo la tengo - and then nothing turned itself inside out&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu disco preferido do yo la tengo é o anterior, “i can hear you heart beating as one”. aí, como sempre, eu esperava algo no mesmo nível que esse, mas me frustrei. novamente, não é que o “and then nothing turned itself inside out” seja ruim, ele só não tem a consistência, e ao mesmo tempo a variedade do anterior. é bem mais linear, e isso não é uma vantagem nesse caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, por outro lado, esse disco tem algumas das melhores músicas que o yo la tengo já fez, na minha opinião. quais sejam: “you can have it all”, com o indefectível “pa pa papa pa papa” no fundo; “let’s save tony orlando’s house”, que nem tem guitarra, mas tem um órgão foderoso, a la “autumn sweater”; e “tears are in your eyes”, que é só uma balada, mas muito singela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na época que esse disco saiu a crítica delirou, e com razão. eu só aprendi a gostar dele depois. mas continuo preferindo o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em breve: a lista dos discos que pouca gente  gosta, mas eu adoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-87667139?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87667139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87667139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_01_19_archive.html#87667139' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-87537629</id><published>2003-01-16T12:58:00.000-03:00</published><updated>2003-01-16T12:58:11.196-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>escrevi sobre um dos melhores discos de 2002, yankee hotel foxtrot, lá no &lt;a href="http://ositio.blogspot.com/"&gt;sítio&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tá dado o recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-87537629?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87537629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87537629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_01_12_archive.html#87537629' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-87101334</id><published>2003-01-08T04:00:00.000-03:00</published><updated>2003-01-08T04:00:45.283-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A ESMOLA ou UMA FÁBULA PÓS MODERNA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tava saindo do shopping, naquela portaria que atravessa a domingos ferreira e a navegantes e vai dar na beira do mar. aí num daqueles sinais vem um cara limpar meu vidro. eu já o conheço. ele costumava ficar no sinal da rui barbosa com a agamenon magalhães, aquele da embratel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele limpa meu vidro, que estava muito sujo, e eu lhe dou um dinheiro. não sei exatamente quanto, deve ter sido uns cinqüenta centavos. uma miséria. assim que ele recebeu o dinheiro, agradeceu ao pai, ao filho e ao espírito santo. senti-me como se tivesse feito a boa ação do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no restante do caminho para casa, mais duas vezes lavaram meu vidro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tive dinheiro para dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-87101334?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87101334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/87101334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_01_05_archive.html#87101334' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-86997826</id><published>2003-01-06T05:06:00.000-03:00</published><updated>2003-01-07T02:36:17.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>começo 2003 de pé esquerdo. domingo, umas 11 da noite, eu resolvo ir fazer umas compras. coisa pequena, mas urgente: xampu, condicionador, pasta de dente, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes de ir, resolvo parar na mc donalds do clube português pra comer algo (já li que quando você está de dieta, ou tentando controlar seu apetite, como é o meu caso, não se recomenda ir fazer compras com fome, porque você acaba olhando para aquelas comidas deliciosas e colocando no carrinho). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pedi um número dois. demorou uns quinze minutos. a loja estava perto de fechar. sentei perto da porta de entrada, já que estava sozinho e não ia demorar. tinha pouca gente lá dentro, umas quatro pessoas fora eu, mais o pessoal que trabalha lá. os funcionários começam a colocar as cadeiras para dentro do salão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de repente, vejo um deles correndo para dentro da loja e gritando "deposita logo, deposita logo!". a princípio, eu imaginei que era mais um daqueles rituais típicos de mc donalds, já que eles estão sempre correndo por trás daquele balcão, talvez pra mostrar eficiência, sei lá. eu ouço um dos funcionários que acabara de entrar dizer que estávamos sendo assaltados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;daí em diante minha memória fica meio confusa. sei que eu não continuei a comer. o meu primeiro reflexo foi me levantar e tentar procurar um lugar pra me esconder; não, eu não tava querendo me esconder, simplesmente não conseguia ficar sentado e aceitar o que estava acontecendo. mas no instante seguinte percebi que o melhor a fazer era esperar aquilo tudo terminar. voltei para o meu lugar. comi uma batata frita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em seguida entra na loja tranqüilamente um cara com seus 25 anos, da minha altura, talvez até mais baixo. ele pede calma, diz que fiquem todos nos seus lugares, e anuncia o assalto. depois entram mais caras na loja, não sei quantos, não estava preocupado em contar. o que deu pra ver com nitidez foi o revólver na mão de um deles. tinha o cano bem fino, e era de um metal escuro, quase preto, que mal brilhava. talvez nem fosse um revólver de verdade, mas naquele momento eu não estava me importando com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sujeito que estava armado ordenou que todas as vítimas colocassem seus pertences pessoais (sic) em cima das mesas. conformado, coloquei minha carteira e meu telefone na mesa ao lado da minha, que ficava mais visível para ele. nessa hora, duas moças que estavam do outro lado da loja pediram pra sentar na minha mesa. uma delas estava muito nervosa, tremendo, e passando a mão nos olhos, como quem não acredita que está presenciando aquilo. sua colega estava mais calma, e tentava tranquilizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o cara que estava armado estava circulando pelo salão da loja, até que ele voltou para onde eu estava, agora com as duas moças. elas me disseram, num momento em que o bandido estava distante, que haviam jogado as carteiras e celulares na lixeira. fiquei com medo. se, de alguma maneira, o cara descobrisse que elas haviam escondido seus pertences, ia sobrar pra todo mundo ali, inclusive pra este que vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando ele voltou pra perto da gente, perguntou se não havia mais nenhum pertence pessoal nos nossos bolsos. nesse momento eu lembrei que havia o chaveiro, com a chave de casa e do carro, no meu bolso esquerdo. tirei imediatamente e coloquei em cima da mesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nessa hora ele olhou pra mim e disse: "tá olhando o quê? não olhe pra minha cara não". imediatamente olhei pra baixo, como quem está lendo aqueles papéis de bandeja do ronald mc donald. comecei a tremer, mas discretamente. o cara continuou: "olhe, quando você está sendo assaltado, não pode olhar na cara do bandido, não. tem vítima que quer se meter a esperta, mas acaba levando um tiro na boca". se aproximou de mim, começou a me revistar, eu continuei sentado, sem mover um só músculo. "tem certeza que não tem mais nada aqui?". sim, senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;colocou tudo dentro de um saco, e saiu de perto. continuei na mesma posição até alguém me dizer que aquilo tudo tinha acabado. tentei rezar, não consegui. não lembrava de nenhuma oração, e além do mais estava tenso demais pra conseguir manter um raciocínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que alguém chega perto da porta da loja. os assaltantes abrem a porta, começam a gritar, e a mandar entrar. nessa hora eles ficaram mais exaltados do que em qualquer outro momento, e eu temi que aquilo pudesse terminar em tragédia. "entra, porra, é um assalto!", um deles gritou. aí entraram uns 3 meninos, acho que eles ficam ali na saída de carros do drive-thru pedindo dinheiro. sentaram na mesa ao lado da gente, e ficaram esperando. percebi que aquilo era uma situação singular: na mesma mesa, dentro de uma mc donalds, estavam sentados os moleques, eu e as dondocas. na frente de um revólver não tem essa de classe social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;finalmente um dos funcionários diz que eles foram embora. a moça da minha frente começa a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;naquele instante eu não sei ainda se eles levaram meu carro. a verdade é que eu estava pouco me importando com isso. alguém me perguntou o que havia sido roubado. eu respondo: "minha carteira, meu celular, e talvez meu carro". instantes depois eu vi que o carro ainda estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até aí eu não sei quanto tempo durou a ação. pode ter sido dez minutos ou meia hora. na minha cabeça aquilo não acabava nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quase uma hora depois que tudo tinha acabado chega a polícia. demorou tanto que o único cliente que ainda não tinha saído da loja era eu. entra um cara todo de preto, segurando uma escopeta, em posição de alerta. em seguida entram mais uns dois caras; um deles baixinho, gordo, com um bigodão digno de mário bros; o outro grande, a pança maior ainda, óculos ray ban falsificado. começam a fazer perguntas, a gente responde. perguntamo que eu perdi. eu digo, e ele começa a anotar meus dados num pedaço de papel amassado e sujo, já meio marrom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o gerente de plantão diz que não quer registrar queixa. ele bem sabe que amanhã de manhã algum jornalista vai ligar para a delegacia e pedir o boletim de ocorrência, e um assalto à mc donalds é mais do que digno de sair no jornal, em cardinot, em seu jota, onde quer que seja. ninguém quer propaganda negativa de seu negócio. fica por isso mesmo, faz de conta que não aconteceu nada, né? vão continuar no lucro, isso é o que vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixo a seu critério decidir quem é o mais escroto dessa história toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é por essas e outras que eu vou passar a semana ouvindo racionais e mv bill, e vou rever ônibus 174 também. o problema vai ser conseguir dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: estamos em obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-86997826?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86997826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86997826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2003_01_05_archive.html#86997826' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-86652564</id><published>2002-12-29T04:58:00.000-03:00</published><updated>2002-12-29T04:58:26.556-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>melhores discos do ano, na nossa humilde opinião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. interpol - turn on the bright lights&lt;br /&gt;2. and you will know us by the trail of dead - source tags &amp; codes&lt;br /&gt;3. doves - last broadcast&lt;br /&gt;4. electric soft parade - holes in the wall&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o quinto lugar fica reservado pro queens of the stone age, mas antes de falar eu preciso ouvir melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-86652564?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86652564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86652564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_29_archive.html#86652564' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-86427667</id><published>2002-12-23T05:05:00.000-03:00</published><updated>2002-12-23T05:05:58.283-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>fim de ano é sempre meio corrido, ainda mais em semana de show, por isso que o blog anda desatualizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrevi sobre o "araçá azul" de caetano veloso no sítio. quem quiser ler, clique &lt;a href="http://ositio.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-86427667?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86427667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86427667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_22_archive.html#86427667' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-86039501</id><published>2002-12-15T16:51:00.000-03:00</published><updated>2002-12-15T16:51:40.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>essa foi do uol:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Diversão e Arte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Russell Crowe vai se casar com namorada de 12 anos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a namorada dele tem 12 anos de idade ou eles são namorados há 12 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;péssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-86039501?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86039501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86039501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86039501' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-86023769</id><published>2002-12-15T05:49:00.000-03:00</published><updated>2002-12-15T05:50:27.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.bfi.org.uk/showing/nft/interviews/noe/"&gt;http://www.bfi.org.uk/showing/nft/interviews/noe/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra quem ainda tiver saco de discutir "irreversível", esse site aí tem uma entrevista bem longa com o diretor e o ator principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele esclarece, de qualquer forma, que quem morre no começo não é o estuprador. não sei até onde isso muda minha concepção sobre o filme, mas de fato esclarece aquilo que estava pendente. vou colar aqui algumas das perguntas e respostas que considerei mais interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HM: It can be a problem with films that contain rape scenes that they can seem too much like sex scenes. We're used to seeing scenes portraying sex; but to shoot a rape scene in a way to make it un-erotic, is that difficult?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GN: It wasn't really about making it erotic or un-erotic. The rape is seen from the victim's point of view. The rapist, if you really consider it, is really quite cartoonish. He's almost too bad to be real. Anyway, because the camera is following her from the back, and is put on the floor, like she's stuck to the floor, you are in her head. The people who get pissed off with that scene, it's never women, it's mostly men. Mostly aggressive or control-freak men. Because they feel invaded by the movie. Men, in general, have always been afraid of being raped, from when they were kids, and as soon as they're put in a position where they have to consider a rape from a woman's point of view...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HM: But in terms of your use of a fixed camera, and not using any cuts in that scene, is that to break down the use of her body?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GN: I didn't do it rationally; I didn't think about it. The whole movie's about being in the brain of someone who wants to take revenge. They don't take revenge on the right guy; they kill the wrong guy; whatever. But you are with them when they are taking the revenge, and so the camera is as excited as Pierre or Vincent during that scene. In the case of Monica, I did the camera myself. I was preceding her, and then suddenly I put the camera on the ground, and I just couldn't move it again. I would have felt ashamed of shaking the camera above her. That would be like sharing the rapist's point of view. So you don't even think about it, you just do it, and say this is what it should be like.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audience question: regarding the violence in the film.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GN: Violence is in life. I know so many people who've been raped; though I don't know any who've been killed. I know closely men and women who've been raped. It's part of the human experience to meet violence. If it's not when you're five, it's when you're ten, it's during work-time, whatever. But you cannot clean out the violence of reality when you do a movie. The difference is, it's a useful movie. 'Salo' is a useful movie even if it's very symbolic. There are many movies that deal with the animality within human beings. People are just fighting for their survival. And sometimes they get into neuroses of power that bring them to be violent with other people.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audience question: regarding digital post-production&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GN: There were lots of accidents. Sometimes the mike would be in shot, but we knew we could erase it digitally later. I told everyone we should never stop a take unless we were really short of negative or there was a huge camera problem. There were many technical problems that we erased in post-production ­ some sound problems, like when there was a huge sound in the middle of a scene in the apartment when they're supposed to be alone. But we knew we could erase it later. And there was one scene where the crew ­ me, the camera assistant, the guy holding the mike ­ were reflected in the window of the apartment, but we erased it later. If the movie had been shot as movies were shot ten years ago, you would have noticed all these problems. Hopefully this high-definition post-production permitted a lot of things that are good for the movie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audience question: regarding revenge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GN: The man who's trying to rationalise the whole thing of revenge, that could be almost a Dustin Hoffman figure. The kind of hero that you always have in these revenge movies ­ "Someone raped my wife", or "Someone killed my wife, I'm gonna kill the guy" ­  then the other kind ­ "No, no; you've got to think with your brains, not with your guts" ­ and at the end he comes on like Dustin Hoffman in 'Straw Dogs' to commit a murder. But the thing here is that also he kills someone who's going to rape his best friend. So in a way he's just protecting his best friend. Maybe he doesn't kill the guy who raped their mutual girlfriend, but at the same time he's just saving the life of his best friend. And then he goes too far, because people who are not used to violence, when they get into it, sometimes they just lose their mind much more than people who are used to it. It's not really a speech on violence. I got into too many fights myself. I'm not proud of it. It just happens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HM: And your own bit part?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(essa pergunta é sobre o cameo que o próprio diretor faz, naquela cena da boate)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GN: The party scene is one continuous shot, but sometimes one master shot is made up of two shots that are digitally rearranged. In the nighclub scene it was easy to use many small takes, because it's so dark, and when the camera's moving through the dark you can match any take as long as the movement goes the same way and at the same speed. I was thinking some people might complain, as they did with 'Cruising', that I was being homophobic, so I decided to put myself into that scene. Once the whole movie had been shot, I decided to go back for just one shot of me getting an erection and masturbating while watching another guy. So we returned to the club, went up to the third level, just for this one additional shot, as I wanted to be in my own movie doing this cameo. Usually I operate the camera, but in this case I asked my camera assistant. And I'd start masturbating, but I could hear the guys screaming who were really fucking in the club. Also, there was the producer in front of me, and the assistant director, and everybody was going "mmmmmm"... I would have an erection for maybe a minute, and then we'd have to start again. There were several takes better than this one, but they wouldn't match the editing, so I had to use this one, which is not very good for my image. By then I was more concerned with what my father would think of the scene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem, é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-86023769?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86023769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/86023769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86023769' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-85883363</id><published>2002-12-12T04:49:00.000-03:00</published><updated>2002-12-12T04:57:01.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;"paranóia" (ou "por que eu considero 'irreversível' um filme fascista")&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! &lt;br /&gt;quem não viu o filme, cuidado: revelar-se-ão questões que podem estragar a "surpresa" do filme (muito embora aquela sinopse da fundaj já tenha feito isso).&lt;br /&gt;!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;ainda está tudo meio confuso na minha cabeça, mas eu cheguei à conclusão de que "irreversível" é um filme fascista. com isso não quero desmerecer a parte técnica do filme, que é impecável. não conhecia esse diretor ainda, gaspar noé. independente de qualquer coisa, o cara sabe o que está fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouvi falar que parte da crítica chamou o filme de "irresponsável". não concordo, ou não entendi o que se quis dizer com tal expressão. o filme tem cenas muito fortes, as mais angustiantes que já vi numa tela de cinema. "violência gratuita" (funny games) é fichinha perto desse, e era o filme mais hardcore, nesse aspecto, que eu já tinha visto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu problema não é com as tais cenas. um estupro com quase 10 minutos de duração não é exatamente uma cena que eu diria para minha avó assistir, mas isso faz parte do que o sujeito lá planejou para fazer sua obra. alguém pode achar desnecessário, mas acho que tal julgamento só cabe ao autor. vale o mesmo para a cena do espancamento. nunca vi nada sequer parecido com aquilo. parecia doom II. mas, novamente, se o cara quis, e o filme é dele, quem sou eu pra dizer se é necessário ou não? faz parte da forma que ele arranjou pra se expressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a questão ideológica (como sempre) é que me incomoda no filme. vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;a forma que o diretor arranjou para conduzir o filme é a mesma de amnésia, de christopher nolan, de trás para frente. se naquele filme tal formato funcionava bem como parte da trama e da personalidade do protagonista, em "irreversível" ele funciona ainda melhor. a gente começa o filme assistindo uma cena brutal de espancamento e conseqüente assassinato. o crânio da vítima se esfacela. tal fato se consuma numa boate destinada a gays do sexo masculino. luz vermelha, sodomia, sadomasoquismo, látex, drogas. não sabemos ao certo o que levou o assassino a praticar o crime, e portanto temos nojo dele. ele é, nesse momento, o vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltamos no tempo. vemos os assassinos procurando a boate onde se encontra o cara que morreu. nesse meio termo, um asiático, motorista de táxi, é abordado e sofre violência. as putas, falando espanhol, também são vítimas da agressão e do descontrole dos protagonistas, mas acabam sendo forçadas a dar as coordenadas para se chegar na tal boate gay, o "rectum".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só nesse pedacinho do filme, pode me chamar de paranóico, eu vejo traços de neofascismo. os imigrantes (o asiático, as latinas) são vistos com repugnância, exercendo funções, digamos, "periféricas". fora a boate dos gays, que é vista como um lugar sujo, subterrâneo, perverso; do submundo, enfim. mas calma, isso ainda não é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois a gente vê uma moça (monica bellucci, "malèna") saindo de uma casa, tentando atravessar a rua pra pegar um táxi, e sendo recomendada a atravessar pela passarela, que é um corredor subterrâneo, assustador, todo vermelho e sujo. lá ela presencia uma tentativa de estupro, e tenta salvar a vítima, que acaba fugindo, e a nossa moça passa ser a protagonista do tal estupro, seguido de espancamento brutal. 10 minutos de horror. durante o ato, aparece alguém lá no fundo, vê o que está acontecendo, se impressiona, dá meia volta, e não torna a aparecer. se o estupro já era revoltante, o cara que aparece e some só faz a gente ter mais raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas aí é que eu começo a ficar doente. porque ao mesmo tempo que a gente tá vendo aquela cena brutal, já vimos a forma que o estuprador foi assassinado. há uma espécie de compensação, e eu não duvido que a intenção da cena fosse dar um gostinho de "bem feito" pela maneira como aquele estuprador teve a cabeça estourada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;após o estupro a trama já acabou, porque fica bem óbvia a conexão entre a moça, o protagonista e o estuprador. "m" era a mulher de "p"; sofreu violência de "e"; "p" foi atrás de "e" para se vingar, e terminou por assassiná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois tem a cena da festa, onde o protagonista cheira pó e acaba deixando a moça revoltada, e faz com que ela decida ir para casa. antes disso a gente vai voltando cada vez mais na história e presenciando o relacionamento íntimo dos dois, e até que descobrimos, para piorar ainda mais a situação, que a moça estava grávida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é aí que entra o que eu acho mais terrível: começamos a absolver o protagonista pelo assassinato, e a entender suas razões; acredito até que a intenção do autor do filme tenha sido de fazer a gente achar que a cena do começo foi justa. e para causar mais raiva ainda - eu diria até para torturar - conhecemos a singeleza da vida íntima do casal, até descobrirmos que em breve eles formariam uma bela família, já que ela estava grávida. de certa forma, essas cenas do final são as mais fortes do filme, porque a cada minuto estamos mais indignados e revoltados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"porque o tempo destrói tudo. porque certos atos são irreparáveis. porque o homem é um animal. porque o desejo de vingança é um impulso natural. porque a maior parte dos crimes ficam impunes. porque a perda do ser amado destrói como um raio ('détruit comme la foudre'). porque o amor é fonte de vida. porque num mundo bem feito o túnel vermelho não existiria. porque as premonições não mudam o curso das coisas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;porque o tempo revela tudo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;o pior e o melhor."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.marsfilms.com/site/irreversible/ "&gt;http://www.marsfilms.com/site/irreversible/ (site oficial do filme&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os dizeres que eu coloquei aí em cima são ainda mais explicativos, pelo menos ao meu ver, do que eu acho do filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao meu ver, a obra é a favor da pena de morte, da vingança, da defesa do lado animalesco do homem, da justiça com as próprias mãos ("porque o homem é um animal/ porque o desejo de vingança é um impulso natural/ porque a maior parte dos crimes ficam impunes"). quanto a isso, acho que o problema do homem ser animal é justamente o contrário: somos, sim, mas temos domínio sobre esse lado, é isso que nos faz diferente dos outros seres. o humanismo foi para as cucuias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo uma espetada nos homossexuais na frase "porque o amor é fonte de vida", já que a extrema direita condena a relação entre pessoas do mesmo sexo justamente por esse motivo: ele ser perigoso à manutenção da espécie, e não haver (ao menos ainda) a possibilidade de reprodução em tal tipo de união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outros aspectos, menores mas significativos, da tendência ultradireitista do filme é, como eu já falei, a posição "estratégica" dos imigrantes - as putas latinas e o taxista asiático - na história. todo mundo tá cansado de saber da polêmica em torno da questão dos imigrantes no mundo desenvolvido, em especial na europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.&lt;br /&gt;como técnica, irreversível é uma obra-prima, não tenho dúvidas disso. só que, infelizmente, não consigo deixar de ter asco do filme por conta de seus posicionamentos. meu problema com o filme é, portanto, e antes de tudo, político e ideológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obras como "irreversível" não deixam de ser documentos vitais para nossa época. ao meu ver, estão nele muitos dos elementos característicos da europa atual, dos berlusconis, le pens e haidens da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;realmente o tempo destrói tudo. até nossa memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: nos próximos dias vou ver se falo sobre "ônibus 174", o melhor filme da mostra até agora, na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-85883363?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85883363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85883363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_08_archive.html#85883363' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-85745810</id><published>2002-12-09T18:28:00.000-03:00</published><updated>2002-12-09T18:28:51.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eu sei que é clichê ficar falando mal do jornalismo, dizer que jornalista não sabe escrever, blablabla. mas essa manchete me deixou meio chocado. saiu no sábado, no jornal do commercio. ei-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INFLAÇÃO ULTRAPASSA CASA DE DOIS DÍGITOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Inflação de novembro, medida pelo IPCA, chegou a 3,02% em novembro, a maior do Plano Real. Agora, o acumulado atingiu 10,22%, superando a marca dos dois dígitos. A meta original do governo era de 3,5%, no ano.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei nada de economia, nunca me dei bem com números, mas quando eu leio "ultrapassa casa de dois dígitos", penso que ela chegou em três dígitos. logo, a inflação deveria ter chegado em, ao menos, 100% ao ano. aí eu sei que é um problema mais de interpetação, afinal alguém pode achar que "ultrapassar" não é necessaiamente chegar além de. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o problema maior está em baixo: "inflação de &lt;b&gt;novembro&lt;/b&gt;, medida pelo IPCA, chegou a 3,02 em &lt;b&gt;novembro&lt;/b&gt;" . tá certo que todo mundo pode errar, mas esse aí foi descarado, porque está logo na cara do jornal. um pouquinho mais de cuidado, pelo menos com as manchetes, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-85745810?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85745810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85745810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_08_archive.html#85745810' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-85718178</id><published>2002-12-09T05:21:00.000-03:00</published><updated>2002-12-09T05:22:14.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>mofada, que trabalha com meu pai, conseguiu um passa-discos da phillips pra mim; velho, porém em boas condições. o que eu tenho aqui é um national (antiga panasonic) que dá aquele problema tradicional de passa-discos: parece estar com a rotação alterada. o "novo" não dá esse problema, mas, pra compensar, tá com o som bem baixinho. talvez seja um problema na agulha, vou ver se compro uma agulha nova essa semana ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;empolgado com o novo brinquedo, desenterrei alguns discos dos meus pais. os que me deixaram mais empolgado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. caetano veloso - transa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;carlos calado, autor de "tropicália - a história de uma revolução musical", diz que esse é considerado por muita gente o melhor disco de caetano. bem, não ouvi todos ainda, mas sem dúvida está entre os meus preferidos. esse foi o segundo disco que ele gravou enquanto estava exilado em londres. no repertório, além das composições do próprio, uma versão de "mora na filosofia" do sambista monsueto, que também é autor de uma das músicas mais tristes que eu conheço, "me deixa em paz". muito bom mesmo. quero encontrar em cd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. chico buarque de hollanda - volume 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nunca engoli chico buarque direito. não é nada diretamente contra ele. o problema é que eu não conheço nenhum grande álbum em seu nome, só músicas avulsas. não tô dizendo que ele não fez nenhum grande álbum, só que ainda eu não o conheço. ou não conhecia, porque esse aqui parece ter as coisas que eu não tinha ouvido em sua obra: unidade, concisão e bons arranjos. preciso ouvir com mais calma, mas gostei de cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. raimundo fagner (1976). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não ouvi todo ainda, mas tem uma música que eu tava procurando há tempos: calma violência. ouvi-a pela primeira vez na seleção informal que o pessoal fez num certo sábado, lá na universitária am. desde lá, não tirei a música da minha cabeça, e já faz uns seis meses. há muito tempo atrás meu pai me disse que fagner era "roqueiro" no começo da carreira, mas nunca entrou na minha cabeça que o cantor de "quem dera ser um peixe, para em teu límpido aquário mergulhar..." merecesse algum respeito. tive que dobrar a língua, mais uma vez. o disco todo não deu pra escutar ainda, mas vou fazê-lo com muita boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. elis regina - falso brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esse aqui eu lembro que tinha uma fitinha aqui, não sei que fim tomou. outro dia desses, chico me disse que esse era o melhor disco de elis ou algo assim. não sei, mas fiquei curioso. gosto da fase bossa nova de elis, com jair rodrigues e o zimbo trio, mas é a única que eu conheço relativamente bem. o disco tem duas músicas de belchior... o leitor que julgue se isso é bom ou ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. elis regina - elis (1974).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esse também foi recomendação de chico, por causa da música "conversando no bar", de milton nascimento e fernando brant. não conheço a versão de elis ainda, mas sei que a música é muito bonita. tenho ela no "minas", de milton, que aliás é um grande disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por enquanto é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-85718178?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85718178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85718178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_08_archive.html#85718178' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-85584010</id><published>2002-12-06T06:14:00.000-03:00</published><updated>2002-12-06T06:14:40.323-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>mais uma vomitada, dessa vez verde e amarela, em &lt;a href="http://ositio.blogspot.com/"&gt;o sítio&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-85584010?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85584010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85584010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85584010' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-85518733</id><published>2002-12-05T00:50:00.000-03:00</published><updated>2002-12-05T00:58:34.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eu passei o dia pensando sobre um email que recebi. reproduzo-o na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Subject: SESSAO_EXTRA_DO_BARRAVENTO_IMPERDÍVEL!&lt;br /&gt;Date: Wed, 4 Dec 2002 10:24:05 -0200&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barravento conseguiu o famoso vídeo onde estão registradas imagens da I Cannabis Cup Brasil, um evento muito louco, que aconteceu durante outro evento louco, que foi o ENECOM 2001, em Brasília. Curiosos, compareçam! Será a única chance de ver esse material. O dono das imagens é um carioca que está de passagem por Recife, mas vai embora sábado. Quinta-feira (amanhã!), às 17:30, no Auditório do CAC.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem conversa comigo sabe que eu tenho a maior admiração pelo cineclube barravento. sempre comparo com o cineclube revezes, lá da católica. o barravento acontece todas as terças-feiras no auditório do cac, lá na federal, e é organizado por alunos de vários cursos. a seleção do barravento é, sem nenhum exagero, impecável. conheci muita coisa boa lá ("sunset boulevard", que eu esqueci o nome em português, de billy wilder; "talk radio", de oliver stone) e, embora não compareça com freqüência às sessões devido a incompatibilidade de horários, sempre leio os newsletters do pessoal que organiza, que também são excelentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi por causa do barravento que eu ouvi falar, pela primeira vez, na cineasta alemã leni riefenstahl, por exemplo. na última sessão, que aconteceu nesta terça-feira, eles passaram "timecode" (infelizmente não pude comparecer devido a uma consulta com o ortodontista). até um tempo atrás esse filme nem tinha saído no brasil. eu vi uns trechos dele quando fiz aquele curso de kmf na fundaj, e achei interessante. a tela fica dividida em 4 partes, cada uma dedicada a um personagem, e há momentos em que a história se cruza e tal... enfim, isso é outra coisa que eu admiro no barravento: a busca por filmes que nem sempre são fáceis de se encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outra coisa conta em favor deles: a promoção de sessões com os vídeos produzidos pelos alunos, ou produções independentes de um modo geral. também já houve mostras de curtas-metragens do rio de janeiro, etc etc etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu tinha basicamente 3 críticas a fazer: 1) sobre o enecom 2001; 2) sobre os estudantes de comunicação; 3) sobre minha indignação ao ver o barravento promovendo a exibição de uma merda dessas. mas sabe de uma coisa? fodam-se. ou melhor: &lt;a href="http://ypsilone.blogspot.com/"&gt;tomem no cu e vão presos&lt;/a&gt;. cansei de ser chamado de recalcado, de vomitão, disso e daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só espero que, em nome das pessoas sérias que fazem parte do grupo e de sua merecidíssima reputação, o barravento não caia na besteira de ficar dando espaço a esse tipo de coisa. senão daqui a pouco eles vão estar mostrando o vídeo do baile funk da elfos, o vídeo do churrasco de fulano, e outras besteiras do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-85518733?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85518733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85518733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85518733' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-85420078</id><published>2002-12-03T03:30:00.000-03:00</published><updated>2002-12-03T19:57:27.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>estamos de volta, depois de uma semana sem computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não comi nenhuma pilha, nem tentei engolir uma escova de cabelo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amanhã voltaremos às atividades normais. grato pela compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o hipotálamo.&lt;br /&gt;[vomitando conhecimento e referências a publicações refinadas desde 2002]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-85420078?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85420078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/85420078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85420078' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84911555</id><published>2002-11-22T03:37:00.000-03:00</published><updated>2002-11-22T03:37:21.966-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>vejam minha resenha repleta de vomitadas pseudo-intelectuais e cheia de referências a publicações refinadas em &lt;a href="http://ositio.blogspot.com/"&gt;http://ositio.blogspot.com/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84911555?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84911555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84911555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_17_archive.html#84911555' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84855937</id><published>2002-11-21T02:55:00.000-03:00</published><updated>2002-11-21T02:55:01.430-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>pfffffffffffff...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * *&lt;br /&gt;UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO&lt;br /&gt;DISCIPLINA: HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO&lt;br /&gt;ALUNO: HAYMONE LEAL FERREIRA NETO&lt;br /&gt;CURSO: JORNALISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Telejornalismo em Pernambuco:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;das origens aos dias de hoje&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife, ano 2002. 5 emissoras de televisão locais: TV Jornal, TV Tribuna, TV Guararapes, TV Universitária e Rede Globo Nordeste. No restante do estado ainda existem a TV Asa Branca, a TV Grande Rio e a TV Golfinho. Mesmo com todas as dificuldades, não se pode negar que Pernambuco é, hoje, bem servido (quantitativamente falando) de emissoras locais. Mas não foi sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife, 1960. Com 10 anos de atraso em relação à primeira rede de televisão instalada no país, chegam em Pernambuco as primeiras TVs, quais sejam: a TV Jornal do Commercio, que perdura até nossos dias; e a TV Rádio Clube/TV Tupi, que, com a falência dos Diários Associados, deixou de existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles não eram tempos fáceis. Não existia transmissão via satélite, nem vídeo tape, e as filmagens eram realizadas em filme 16 mm, que exigia revelação cuidadosa e montagem minuciosa. Os telejornais seguiam os padrões do rádio, sendo, muitas vezes, uma mera narração de notícias com a imagem do apresentador. Tampouco existiam repórteres como concebemos hoje – naquele tempo o cinegrafista registrava as imagens, e o jornalista só as editava, montava e adicionava a narração posteriormente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia, nos primórdios, um telejornal em cadeia para todo o país. Dessa forma, eram as próprias redações locais que organizavam os noticiários, incumbindo-se não só das notícias locais, como do que acontecia no resto do país e no mundo. O Jornal Nacional, da Rede Globo, foi o primeiro a ser transmitido para todo o país. Posteriormente, adotou-se o formato que temos até hoje: telejornais locais e telejornais nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços tecnológicos vieram a incrementar a produção telejornalística. Dentre eles, o que merece mais destaque é o vídeo tape. O VT não só barateou os custos de produção, como simplificou e dinamizou o telejornalismo. É com o VT que surge a figura do repórter de TV, acompanhando e participando do registro das imagens a serem exibidas. As transmissões ao vivo também foram de vital importância para o jornalismo televisivo, dado que antes era praticamente impossível exibir um acontecimento no momento exato de seu acontecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o telejornal mais popular dos anos 60 fosse o Repórter Esso – que se limitava a dar as notícias sem qualquer intervenção dos apresentadores -, começaram a aparecer alguns programas cujos apresentadores opinavam acerca das questões apresentadas. Esse tipo de programa foi fortemente reprimido e censurado pelo golpe militar de 64, visto que boa parte dessas opiniões criticava veementemente o governo vigente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fenômeno típico das TVs locais foi o surgimento dos programas policiais. No caso de Pernambuco, um primeiros programas desse gênero foi o “Blitz: Ação Policial”, comandado por Jota Ferreira e Jorge Chau. O irônico é que quando esse programa foi criado, a TV Jornal passava por uma grave crise, e estava defasada tecnologicamente com comparação com outras emissoras locais. Hoje em dia esse tipo de programa é bastante comum, e praticamente todas as emissoras locais os produzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que a proliferação desses programas não se deu apenas por conta de uma fórmula ter dado certo. Há de se observar que os meios de comunicação acompanham a sociedade, e esta se tornou nitidamente mais violenta do começo dos anos 80 até hoje. Essa constatação é ainda mais evidente em Pernambuco, estado líder em criminalidade do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse prisma, verifica-se que a produção dos meios de comunicação, e dentro deles, do jornalismo televisivo, é diretamente moldado pelo público que o consome. Portanto, é de se entender as várias críticas feitas à televisão local. Mas há de se verificar que nada é por acaso, e se a qualidade (por mais subjetivo que seja esse conceito) da programação local deixa a desejar, isso só reflete o público a qual ela se destina. É claro que isso não justifica a falta de ética e de competência de certos apresentadores e emissoras locais, mas faz com que uma programação distinta (sem qualquer juízo de valor nessa palavra), como a da TV Universitária, tenha baixos índices de audiência, por exemplo. Redes de televisão são empresas e, como tais, visam lucro (a TVU talvez seja um caso à parte, mas vem adquirindo um perfil “comercial” cada vez mais acentuado, com a venda de horários em sua programação). Para terem lucro, devem atingir a maior audiência possível, e essa audiência está ávida para ver seu dia-a-dia, sua realidade, nos noticiários. Pena que esse lucro seja obtido, muitas vezes, de forma antiética, desrespeitosa, manipuladora e ofensiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas à parte, uma constatação é de essencial importância: desde o começo das transmissões televisivas, os telejornais estão presentes. Mesmo com todas as crises financeiras pelas quais passaram (e passam) as TVs locais, eles sempre existiram, e adquiriram cada vez mais importância com o passar dos anos. São, destarte, de fundamental importância tanto para as emissoras quanto para o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nota do autor: eu não necessariamente concordo com tudo que escrevi.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84855937?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84855937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84855937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_17_archive.html#84855937' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84780489</id><published>2002-11-19T18:32:00.000-03:00</published><updated>2002-11-19T18:32:48.240-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Quando poucas palavras dizem muito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por André Barcinski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que tenho um hábito estranho: leio tudo duas vezes. Pode ser uma notinha no jornal ou uma reportagem extensa, o fato é que sempre, ao terminar um parágrafo, volto ao início e leio tudo de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem explicação: pode ser alguma mania obsessiva de jornalista, sempre em busca de algum errinho de digitação, ou maluquice mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo tem seu lado bom. Esta segunda leitura às vezes me permite captar alguma coisa que passou desapercebida na primeira vez. Também me faz pensar duas vezes sobre o que estou lendo, o que acho muito saudável. Isso me faz duplamente crítico e inquisitivo - o que pode também ser muito chato, claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, num site, dei de cara com a seguinte declaração do rapper carioca MV Bill: "Os brancos mataram o samba". Esta pérola foi jogada no meio de um longo papo e não mereceu sequer uma réplica do entrevistador. Ora, a frase é forte o bastante para merecer uma explicação, não? Como assim, "os brancos"? Por quê? Como? MV Bill, explique-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está um dos males da nossa imprensa: damos espaço para qualquer um e não cobramos sequer coerência nas declarações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se "os brancos" mataram o samba, por que "os negros" (só para usar as divisões raciais de que MV Bill tanto gosta) não dão o troco e o ressuscitam? Ou será que a maioria do público das pavorosas bandas de pagode mela-cueca é formado por caucasianos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o samba morreu, como diz MV Bill (e aí tenho de concordar com ele), foi por culpa do público, aí incluídos negros, brancos, amarelos, azuis, roxos e todo o resto. Por que ouvimos Netinho, Belo e outros versadores de araque, e não ouvimos o bom samba do Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil -e em muitos outros países- existe o velho hábito de colocar a culpa sempre em quem detém o poder, e eximir o público de qualquer responsabilidade. Ora, se os donos de gravadoras são brancos, os donos das rádios são brancos e os donos das TVs são brancos, então a culpa é toda deles, certo? Volto a uma idéia de José Ramos Tinhorão, nosso grande musicólogo, que citei na semana passada: "cada povo tem a música que merece". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro cara bacana, o autor e professor de literatura americano Harold Bloom, quase foi crucificado nos Estados Unidos ao criticar o que ele chama de "indústria do ressentimento". Segundo Bloom, essa "indústria" consiste basicamente na avaliação do mérito artístico segundo a raça e origem do artista. Ele acha que alguns escritores medíocres estão sendo celebrados em universidades só porque fazem parte de minorias, e que grandes autores estão deixando de ser analisados nos cursos de literatura por causa de uma onda de correção política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bloom foi corajoso. E, ao contrário do que possam ter falado nos Estados Unidos, suas idéias não têm um pingo de racismo. Pelo contrário: ele defende que o mérito artístico seja julgado sem preconceitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na música brasileira -e na nossa imprensa- esta indústria do ressentimento também existe, claro. Se algum professor da USP vem e fala "os brancos mataram o samba", ia ser um deus-nos-acuda. Mas como o autor da frase em questão foi um rapper, morador da Cidade de Deus, a sociedade "dá um desconto" e deixa pra lá. Isso é racismo. MV Bill é adulto e responsável pelo que fala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro que é responsável pelo que fala é Caetano Veloso. Em recente entrevista ao jornal "The New York Times", ele afirmou: "quero gravar Kurt Cobain". Huumm... Aí, nem precisa ler duas vezes. O que você acha que ele REALMENTE quis dizer com isso? Lembra de uma seção da revista "MAD" em que os personagens apareciam dizendo uma coisa e um balãozinho denunciava o que eles estavam pensando de verdade? No caso do Caê, o balãozinho diria: "eu nunca ouvi uma música do Nirvana, mas acho que gravar isso vai colaborar para manter meu status como um músico antenado com as novidades e enganar um pouco meu público. Eu também disse que gostava de Metallica e Racionais e um monte de gente me achou bem bacana". &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://diversao.bol.com.br/musica/coluna_musica.jhtm"&gt;http://diversao.bol.com.br/musica/coluna_musica.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84780489?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84780489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84780489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_17_archive.html#84780489' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84693817</id><published>2002-11-18T02:40:00.000-03:00</published><updated>2002-11-18T02:40:20.076-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>carlinhos brown, os tribalistas, e a baianidade nagô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;está se falando muito do disco dos tribalistas, que é o trabalho de arnaldo antunes, carlinhos brown e marisa monte. apesar do nome horrível, eu não vejo porque tanto estardalhaço: esses três há muito trabalham juntos, mesmo que indiretamente, nos discos de marisa monte. portanto a combinação não me causa ânsia de vômito e, se fosse para causar, já teria feito há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de qualquer forma, eu ainda não escutei o disco. não vou atrás dele, porque mais cedo ou mais tarde eu vou acabar conhecendo por osmose e, principalmente, porque não me interessa tal combinação. a princípio, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu não quero me ater aos tribalistas - quero falar do mais massacrado deles, carlinhos brown. e aproveito para esclarecer a questão do post anterior, sobre o fato de caetano ser baiano e eu achar que isso é um defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes que a polícia dos blogs venha me questionar: eu não tenho nada contra baiano. absolutamente nada. a bahia é só mais um pedaço de chão, assim como pernambuco ou o alaska. a bahia é também, sem dúvida, um dos estados mais importantes do brasil, tanto na atualidade quanto no passado. um estado que, em parte devido à sua imensa extensão territorial, acaba por ter uma cultura bem definida no contexto nacional, diferente de pernambuco, alagoas e paraíba, por exemplo, que são estados mais ou menos semelhantes nesse aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, assim como eu odeio a "pernambucanidade" de marcílio lisboa, eu acho que essa "baianidade nagô" é o que estraga muitos dos artistas que vêm da bahia. caetano é o exemplo clássico. ele é adão. tudo que surgiu depois dele é fruto de sua influência incontestável, até o sepultura. e ele nasceu na bahia, o centro do mundo, um verdadeiro olimpo abaixo do equador. tudo de relevante no mundo foi feito na bahia. manguebit? que nada, aquilo se faz na bahia a muito tempo. o brasil é a bahia, e a bahia é o celeiro do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pior do que caetano são os filhotes dele (pra usar o mesmo termo que cecília usou ao se referir à minha ligação com mateus). e carlinhos brown é um deles. é um cara que se perdeu em seu discurso. um artista cuja vaidade é mil vezes maior do que o seu trabalho. enfim, um ser detestável, auto-referente, nem um pouco modesto, e muitas vezes boçal além da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a grande questão é essa: carlinhos brown é um excelente compositor. se marisa monte é hoje uma cantora de respeito, e não vou aqui questionar se ela merece ou não sê-lo, isso se deve a carlinhos brown em grande parte, já que ele compôs boa parte do repertório da cantora, sozinho ou em parceria. foi gravado por outros grandes intérpretes, entre ele o próprio caetano (que grava qualquer porcaria, eu sei, mas não deixa de ser um grande intérprete). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não vou dizer aqui que eu gosto de carlinhos brown, porque aí já é outro departamento. gosto das músicas dele na voz de outros intérpretes. não gosto da carreira solo dele (ou do que ouvi dela). mas acho que o que estraga carlinhos brown é sua personalidade. ou, mais precisamente, como ele se mostra. o que ele diz. o que ele faz. como ele faz. o que ele aparenta achar de si mesmo. é isso que é detestável nele. e parte disso se dá por ele achar que veio de vahala. se carlinhos brown tivesse nascido no mato grosso do sul, ou em rondônia, imagino que ele seria um pouco mais humilde. não porque esses estados não tenham o que glorificar - é claro que têm, como qualquer lugar tem suas peculiaridades, seu povo e sua cultura -, mas porque não está (creio eu) encrustado neles esse bairrismo boçal pós-caetano-veloso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84693817?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84693817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84693817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_17_archive.html#84693817' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84517304</id><published>2002-11-14T06:02:00.000-03:00</published><updated>2002-11-14T06:09:16.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>um estudo sobre o funk. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a palavra "funk" pode designar mais coisas do que muita gente imagina. e há uma certa confusão quando se fala de funk, especialmente quando se coloca o funk carioca no meio da discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no início, ela significava "fedor", e isso data de meados do século XVI. mas, em termos de música, ela começou a ser usada lá pros anos 50/60 por músicos de jazz como cannonball adderley e horace silver. um dos clássicos do funk nesse sentido é o disco "mercy, mercy, mercy", de cannonball adderley. o funk dessa época era, na verdade, o uso das levadas do soul no contexto do jazz, com destaque para o uso do piano elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois foi james brown quem passou a usar da definição de funk em sua música, especialmente no que ele gravou a partir de 65. foi ele o pai de tudo o que veio depois, de sly &amp; the family stone, no fim dos anos 70, ao parliament/funkadelic de george clinton nos anos 70. é esse tipo de música que perdura nas enciclopédias de música como sendo "funk".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no brasil, entretanto, a palavra funk é associada ao funk carioca que, por sua vez, pouco tem a ver com o funk descrito no último parágrafo, esse tipo de música, dizem alguns entendidos, não passa de uma derivação do "miami bass". o miami bass, contudo, é uma espécie de variação do electro que surgiu na flórida nos anos 80, e cujo marco zero é "planet rock", de afrika bambaata. dessa forma, fica bem claro que o funk carioca tem muito mais a ver com o techno e o hip hop do que com o funk propriamente dito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que passou a se usar a palavra "funk" para designar esse tipo de música por causa da popularidade dos bailes funk desde os anos 70. os mesmos lugares onde se tocava funk de verdade e, principalmente, o mesmo público que frequentava esses lugares, acabou desenvolvendo o que a gente hoje chama de funk carioca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então é bom a gente acabar com essa idéia de que funk é tudo a mesma coisa. não é. a ligação entre sly stone e dança da motinha é tão distante quanto, digamos, elvis e iron maiden. mesmo que tudo, hoje em dia, seja conhecido pela mesma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns links sobre o tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.terra.com.br/reporterterra/funk/historia_do_funk.htm"&gt;http://www.terra.com.br/reporterterra/funk/historia_do_funk.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.quinion.com/words/qa/qa-fun2.htm"&gt;http://www.quinion.com/words/qa/qa-fun2.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://formen.ign.com/news/35755.html"&gt;http://formen.ign.com/news/35755.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84517304?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84517304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84517304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_10_archive.html#84517304' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84459934</id><published>2002-11-13T03:42:00.000-03:00</published><updated>2002-11-13T03:49:14.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hjerrild retirou-se; quando chegou ao seu quarto ficou um longo tempo à janela, olhando as estrelas. "Se eu fosse Deus..." - murmurou, e continuou mentalmente - "...preferiria salvar aquele que não se converte à última hora."&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;As dores atacavam Niels cada vez mais fortes, vibravam impiedosamente dentro de seu peito, tornavam-se insuportáveis. Teria sido tão bom ter um Deus a quem se queixar e suplicar.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;De madrugada começou a delirar e a inflamação degenerou-se definitivamente. &lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;Viveu assim mais dois dias.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;Quando Hjerrild veio ver Niels Lyhne pela última vez, encontrou-o prostrado e delirante: falava de sua armadura e de como queria morrer de pé.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;E enfim suportou a morte, a árdua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jens Peter Jacobsen, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.cosacnaify.com.br/loja/detalhes.asp?codigo_produto=98"&gt;Niels Lyhne&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;). &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84459934?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84459934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84459934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_10_archive.html#84459934' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84392992</id><published>2002-11-11T22:50:00.000-03:00</published><updated>2002-11-11T23:01:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(vai chover comentários me esculhambando, mas a intenção é provocar mesmo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se eu sou um cara mal-humorado? acho que não, mas pode até ser. só não vejo graça em certas coisas. aliás, muitas vezes eu vejo um mal sociológico no que poderia ser simplesmente uma diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;soube que vai ter um baile funk na elfos. sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;baile funk não é sinistro, a elfos não é sinistra e nem gostar de funk carioca é sinistro. o sinistro é essa coisa que a classe média tem de "usurpar" a cultura da periferia (no sentido social). ou, como diria mateus cabeça-de-ovo, o problema não é "gostar", e sim "como se gosta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muita gente que ouve funk carioca tem interesse pela música porque é engraçado. mas achar engraçado é, ao meu ver, o maior problema. por mais ridículo que eu possa parecer, acho que funk é coisa séria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguém pode vir me chamar de conservador e direitista, mas não é esse o caso. não acho que seja "coisa séria" no sentido de ser uma má influência ou coisa que o valha. claro que não. respeito o funk: acho que ele é a expressão de um determinado grupo social, que não é melhor nem pior que qualquer outro grupo, mas que, como tal, tem sua própria identidade e seus próprios valores. mas o que realmente me incomoda é o olhar da classe média sobre ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é mais ou menos feito uma briga de beta. você bota uma na frente da outra, deixa ela se inchar toda, elas brigam, uma mata a outra, e você fica olhando e achando engraçadinho. é esse olhar de "exótico" e "engraçado" que me incomoda profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho ridículo como um bando de branquelo universitário bem-alimentado filhinho-de-papai se propõe a organizar um "baile funk" numa boate situada no pólo mais "badalado" da cidade. ê, vamos brincar de ser pobre por uma noite. tem problema não, depois a gente pega o carro do papai e volta pra casa, toma o nosso mingauzinho e dorme na caminha que a vovó preparou.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, acho uma iniciativa ridícula, hipócrita e, até certo ponto, desrespeitosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aos organizadores da festa (que eu nem sei quem são, pra falar a verdade) eu dedico "common people", do pulp (os grifos são nossos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;She came from Greece she had a thirst for knowledge&lt;br /&gt;She studied sculpture at Saint Martin's College, that's where I caught her eye. &lt;br /&gt;She told me that her Dad was loaded&lt;br /&gt;I said in that case I'll have a rum and coke-cola. &lt;br /&gt;She said fine and in thirty seconds time she said, I want to live like common people&lt;br /&gt;I want to do whatever common people do, I want to sleep with common people&lt;br /&gt;I want to sleep with common people like you. &lt;br /&gt;Well what else could I do - I said I'll see what I can do. &lt;br /&gt;I took her to a supermarket&lt;br /&gt;I don't know why but I had to start it somewhere, so it started there. &lt;br /&gt;I said pretend you've got no money, she just laughed and said oh you're so funny. &lt;br /&gt;I said yeah? Well I can't see anyone else smiling in here. &lt;br /&gt;Are you sure you want to live like common people&lt;br /&gt;You want to see whatever common people see&lt;br /&gt;You want to sleep with common people, &lt;br /&gt;you want to sleep with common people like me. &lt;br /&gt;But she didn't understand, she just smiled and held my hand. &lt;br /&gt;Rent a flat above a shop, cut your hair and get a job. &lt;br /&gt;Smoke some fags and play some pool, pretend you never went to school. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;But still you'll never get it right &lt;br /&gt;'cos when you're laid in bed at night watching roaches climb the wall &lt;br /&gt;If you call your Dad he could stop it all. &lt;br /&gt;You'll never live like common people&lt;br /&gt;You'll never do what common people do&lt;br /&gt;You'll never fail like common people&lt;br /&gt;You'll never watch your life slide out of view, and dance and drink and screw &lt;br /&gt;Because there's nothing else to do.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Sing along with the common people, sing along and it might just get you thru'&lt;br /&gt;Laugh along with the common people&lt;br /&gt;Laugh along even though they're laughing at you and the stupid things that you do. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Because you think that poor is cool.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;I want to live with common people, I want to live with common people like you.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h [branquelo, universitário, bem-alimentado e filhinho-de-papai].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84392992?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84392992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84392992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_10_archive.html#84392992' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84100419</id><published>2002-11-06T02:09:00.000-03:00</published><updated>2002-11-06T03:36:34.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>finalmente, lucia e o sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou fã de "amantes do círculo polar", de julio medem. vi esse filme duas vezes na fundação, isso há algum tempo, uns dois anos, sei lá, e nunca esqueci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aí fiquei na expectativa pra esse mais recente, "lucia e o sexo". muito antes de ele ser exibido aqui já haviam me dito que era um filme na linha de "império dos sentidos", de oshima, que tinha muito sexo, mas de forma bem natural e, digamos, artística. o que não significa absolutamente nada pra mim, porque ainda não tive oportunidade de assistir ao japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de qualquer forma, a primeira coisa a se perceber é que "lucia e o sexo" não tem nem metade do sexo que eu imaginei que tivesse. isso não é bom, nem ruim - é só uma característica. na verdade, o nome do filme é uma enganação, porque ele nem tem tanto sexo, nem tanta lucia. a maior parte da história é focada no drama de lorenzo, o namorado dela (embora eu saiba que nem sempre o protagonista é o personagem que aparece mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fora isso, eu adorei o filme. o visual é estonteante, abusando de cores que estouram na nossa vista, como se a luz do sol fosse ainda mais forte do que de fato é. gostei das atuações, embora no comecinho do filme elas sejam um pouco teatrais demais, no mau sentido. e, principalmente, gostei da escolha dos atores. acho que nenhum deles é o que se pode chamar de "galã" ou "diva" do cinema, o que dá um toque mais realista e natural ao desenrolar do filme. não tenho dúvida de que paz vega é bonita - mas ela não faz (ainda bem) aquele tipo de beleza de filme americano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me agradou muito os nós que o roteiro dá, especialmente da metade pro final. embora as coincidências já estivessem presentes em "amantes do círculo polar", acho que há um certo abuso delas aqui. o que não chega a estragar o filme, mas acaba por banalizar um artifício que poderia ser usado em doses homeopáticas. de qualquer forma, acho que não é qualquer um que sabe levar com clareza uma história desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no fim das contas, apesar das complicações e da longa duração, o filme não me fez desgrudar da tela nem um instante. gostei muito. não tanto quanto "fale com ela", porque aí é pedir demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84100419?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84100419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84100419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#84100419' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-84041532</id><published>2002-11-05T01:16:00.000-03:00</published><updated>2002-11-05T01:16:10.096-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ô painho, ô meu rei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fiquei muito cismado com o comentário que fizeram sobre o post passado. sei que muita gente me acha prepotente, metido a merda, intelectualóide, etc. e bem sei como isso é chato. tem um monte de gente, na maioria das vezes jornalistas, que me dói nos nervos por causa desse tipo de coisa, por se achar um degrau acima de nós, reles mortais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que eu gosto de conhecer as bandas da baixa maldônia, isso não é novidade. gosto mesmo e, até certo ponto, não vejo nada de errado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;também faço questão de dar minha opinião sobre as coisas, e muitas vezes discordar do que se fala. faço isso sem levar pro lado pessoal, até onde é possível. nunca pedi pra ninguém gostar do que eu falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;frequentemente me meto a falar sobre o que não conheço a fundo, mas nunca me achei autoridade, e nem sou remunerado pra fazê-lo. infelizmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, se tem uma coisa que eu gosto de fazer, é discutir. há quem diga que gosto não se discute, mas eu acho que é só o que se discute. se não houver gosto, não há o que se discutir. e não tô falando de gosto musical não, tô falando de qualquer coisa, política, cinema, culinária, o que vier eu tô dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;portanto, quando alguém ler alguma coisa aqui e ficar indignado, por favor, DISCUTA! dizer que eu sou um babaca não acrescenta nada a você, e nem a mim. se o mundo tá cheio de gente babaca - e eu não nego a possibilidade de estar entre eles - FAÇA ALGUMA COISA PARA IMPEDIR ISSO! abra a boca, e me desmoralize; me chame de racista, de reacionário, do que for, mas tente ao menos me convencer disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque senão os babacas vão proliferar e você vai ficar isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: um pouco de senso de humor não mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.p.s.: lucia e o sexo fica pra mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-84041532?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84041532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/84041532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#84041532' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-83992206</id><published>2002-11-04T03:35:00.000-03:00</published><updated>2002-11-04T03:42:11.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>coincidência ou não, tem dois filmes espanhóis passando. e com a mesma atriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(eu sei que todos os jornalistas "culturais" de recife já traçaram esse paralelo, mas foram os dois últimos filmes que eu vi, então me deixem em paz.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não conheço quase nada de almodóvar. vi os três últimos filmes dele, contando com "fale com ela", e devo ter visto mais algum. não posso dizer que conheço a filmografia dele, porque bem sei que justamente esses três últimos são bem distintos do que ele fez antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que o fato de eu não o conhecer bem me coloca, de certa forma, em posição privilegiada. porque não estou apegado à obra anterior dele e, dessa forma, não posso reclamar de uma suposta virtude que outrora existiu mas que não está mais presente. vejo então "fale com ela" como uma sequência plausível de "tudo sobre minha mãe" e, antes dele, "carne trêmula".  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e dada a responsabilidade de, após um grande filme, fazer outro que esteja, no mínimo, à altura do anterior, almodóvar não só o faz, como se supera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;visualmente o filme é impecável. seja no uso do cinemascope, nas cores sempre calculadamente contrastantes, nas cenas de dança e, em especial, naquela cena onde os enfermeiros trocam a roupa de alícia, logo no começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as atuações também são muito boas. aliás, como é de praxe nos filmes dele. nesse aspecto acho que nem tem muito o que se falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a trilha sonora é também excelente. se ela não é lá tão original na escolha do repertório, ela acerta ao utilizar combinações inusitadas, especialmente na parte da tourada ao som de elis regina. que no final das contas caiu muito bem, me causou arrepios. e se você não gosta de caetano, paciência. acho-o um chato, prepotente e, pior de tudo, baiano. mas é um grande intérprete, e qualquer porcaria que ele cante fica, pelo menos, decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas acho que, acima de tudo, fale com ela é um drama extremamente profundo, bem bolado e bem articulado. muito se discutiu sobre o fato de o filme se ater ao "universo masculino", mas eu vejo além disso. é um filme que ultrapassa o limite da sexualidade de cada um, e consegue o raro feito de penetrar no sentimento das pessoas independente de sexo/preferência sexual. mais do que "universo masculino", fale com ela é sobre o "universo humano", sobre comunicação, a necessidade de ouvir e ser ouvido. e nesse aspecto, eu vejo o filme como uma auto-ironia, uma espécie de sarcasmo do diretor consigo mesmo (ele que, por tantas vezes, se ateve a temas bem mais específicos a respeito da sexualidade alheia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: não esqueci de "lúcia e o sexo". mas esse fica pra amanhã.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-83992206?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83992206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83992206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#83992206' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-83951391</id><published>2002-11-03T05:36:00.000-03:00</published><updated>2002-11-03T05:36:38.640-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>tem um texto meu sobre o &lt;a href="http://www.acidmothers.com/"&gt;acid mothers temple &lt;/a&gt; no nosso blog em conjunto, &lt;a href="http://ositio.blogspot.com/"&gt;o sítio&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-83951391?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83951391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83951391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_11_03_archive.html#83951391' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-83704923</id><published>2002-10-29T03:35:00.000-03:00</published><updated>2002-10-29T03:52:21.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>voltei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o show de sábado foi muito bom. o do lulina foi ainda melhor que o primeiro que eu vi deles. teve uns lances eletrônicos no meio, ficou bem legal mesmo (eu não consigo me imaginar tocando com uma base eletrônica, é tudo tão preciso que chega a me irritar). o mellotrons há muito tempo não fazia um show tão bom; há até quem diga que foi nosso melhor show desde o começo da banda (o que eu não duvido). uma coisa é certa: eu nunca saí de um show tão satisfeito com o que apresentei. tá certo, no show do the niros da fashion club a sensação foi mais ou menos essa, mas sábado passado foi algo muito mais independente. a gente tocou nossas músicas, com o nosso som (não necessariamente de nossa propriedade, mas montado por nós das duas bandas) e num lugar onde a gente não estava necessariamente recebendo ordem de ninguém. enfim, há muito eu não me sentia tão satisfeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(no dia seguinte, lula foi eleito. não podia ser melhor. aliás, tô começando a ficar com medo, porque á tudo muito bem nesses últimos dias. se essa história de carma for verdade, eu tô fodido!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as leituras tão paradas, porque essa semana foi muito corrida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu comprei um monte de discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comprei a coletânea do aniversário de 50 anos da sun records. é um álbum duplo, onde cada disco tem 22 faixas, geralmente com menos de 3 minutos. tem os medalhões, tipo elvis, roy orbison, carl perkins, jerry lee lewis, johnny cash, mas tem também muita gente que eu nunca tinha ouvido falar. aliás, eu comprei esse disco pra preencher uma lacuna imensa que eu tenho no que diz respeito ao rock dos primórdios, anos 50, coisa e tal. gostei muito do disco, especialmente do disco 2, onde o rock n roll já está mais bem delimitado. no disco 1 há algumas coisas ainda meio limítrofes, algo entre blues e country. e tem alguns temas instrumentais. é ouvindo um disco feito esses que a gente percebe o quanto o rock é uma música pobre e rebelde. o rock é o blues mal tocado, é o blues revoltado. muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outro foi a coletânea "mowtown salutes bacharach", que, dãããã, tem os artistas da motown tocando os hits de burt bacharach. as que eu mais gostei foram gladys knight cantando the look of love (não é melhor versão que eu já ouvi, mas é excelente); jimmy ruffin (que eu nunca tinha ouvido falar) tocando "this guys in love with you", que parece muito as coisas de isaac hayes do começo da carreira; as duas de stevie wonder, "alfie" e "a house is not a home", ambas tocadas na gaita diatônica (que é muito brega, mas é foderosa) (fiquei impressionado quando daniel me disse que ele tinha 11 anos quando gravou essas músicas); e a versão do four tops pra "raindrops keep falling on my head", música que nem gosto muito, mas ficou legal. só depois de comprar o disco que eu soube que boa parte dessas gravações eram difíceis de se achar e tal. muito bom também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os outros dois eu comprei por 5,90 no carrefour.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um foi uma coletânea de ben e. king, que tem a capa muito horrorosa, chamada "stand by me". tem 10 músicas só, o que dá menos de meia hora de disco. mas tem, segundo informações do encarte, os hits mais significativos do cara, incluindo a faixa-título e um funk capenga chamado "supernatural thing part 1". não gostei muito, mas valeu pela curiosidade e pelo preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dre300/e315/e31568hxvup.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o outro foi o terceiro disco do wallflowers, "breach". eu já tinha escutado esse disco, fábio me emprestou uns tempos atrás, mas eu não tinha ouvido com muita atenção. a questão é que a primeira música, "letters from the wasteland" é sensacional, espetacular, perfeita, uma das melhores canções pop radiofônicas dos anos 90. assumo que comprei o disco só por causa dela (e por causa do preço, óbvio), mas acabei descobrindo que o disco é até legal (gosto de wallflowers, embora ache polido e produzido demais. talvez se eles fizessem um disco como o being there do wilco eles se tornassem uma banda realmente de respeito). &lt;br /&gt;e viva as promoções de cd!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-83704923?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83704923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83704923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83704923' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-83339558</id><published>2002-10-22T03:21:00.000-03:00</published><updated>2002-10-22T03:21:06.456-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>essa semana vai ser meio corrida pra mim, então acho que o blog vai ficar meio parado por uns 5 dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenho um trabalho sobre anarquismo pra quinta feira. aliás, sobre anarquismo não, sobre o livro "o que é anarquismo", da coleção primeiros passos. muito ruim, por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terminei de ler hiroshima, de john hersey, e prometo um post sobre o livro e sobre o tal "novo jornalismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou quase no final do livro que padrão me deu, que é sobre veludo azul, de david lynch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sábado tem show dos mellotrons! vai ser no vitrola, que fica na avenida rio branco, recife antigo, e vai custar 4 reais a entrada. a outra banda que vai tocar é o lulina e os pnins (já falei deles aqui, pode procurar nos arquivos). não percam (mesmo aqueles que ficaram frustrados com a última aparição da banda - estamos bem mais ensaiados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-83339558?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83339558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83339558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83339558' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-83103230</id><published>2002-10-17T02:22:00.000-03:00</published><updated>2002-10-17T02:22:17.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>hoje foi o dia da segunda exibição de "betty fischer e outras histórias". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;novamente o tema da troca de crianças. mas nesse caso, a situação é bastante distinta. (qualquer sinopse do filme vai explicar melhor que eu.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;impressionou-me como o diretor conseguiu costurar bem a história. são vários personagens, e eles vão entrando na história à medida em que o drama central se aproxima deles. eu sei que isso é cada vez mais presente em filmes recentes, mas, não sei explicar bem o porquê, nesse filme não me pareceu manjado tal artifício. os personagens eram todos bem fácies de se identificar, fica nítido o papel de cada um naquela trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a solidão de betty, a protagonista, é angustiante. sozinha, naquela casa, superprotegendo e regrando a vida do filho nos mais ínfimos detalhes. também me tocou o fato de ela ter que se preocupar tanto com a mãe como com o filho, que é uma coisa que me preocupa muito (embora eu não tenha filhos). a gente é criado pelos nossos pais, mas depois de um tempo a gente é que tem que cuidar deles. só que no caso de betty, as duas tarefas apareceram em sua vida ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não conhecia o diretor do filme, claude miller. passeando pelo allmovie eu descobri que ele era apadrinhado de truffaut. mas eu não vi muita semelhança desse filme com os de truffaut, não. se alguém tiver algum filme desse cara pra recomendar, agradecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem, não tenho muito o que falar. só que gostei muito do filme. terceira boa surpresa da mostra (as outras foram "o closet" e "a teia de chocolate"). em compensação, eu vi dois muito ruins: "amores parisienses" (alain resnais, tsc tsc tsc) e "meu pequeno negócio" (o mais sem-sal da mostra toda, dos que eu vi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-83103230?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83103230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83103230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#83103230' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-83052247</id><published>2002-10-16T04:09:00.000-03:00</published><updated>2002-10-16T15:06:23.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>vi "a teia de chocolate" de claude chabrol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeira coisa: que tradução mongol é essa? era tão fácil traduzir o nome do filme literalmente. e, além do mais, eu não vi a tal teia em canto nenhum. (problema mais ou menos semelhante aconteceu com o filme "o closet", que foi uma adaptação da tradução amaricana, "the closet", mas faria muito mais sentido se fosse "o armário" ou coisa que o valha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segunda coisa: eu nunca tinha assistido nenhum filme de chabrol, embora tenha ouvido falar diversas vezes dele, inclusive em ciclos do eurochannel. não gosto de começar pelo final, e sei que o cara está na ativa desde os anos 50. mas achei o filme excelente, o que só me deixou mais curioso pra conhecer a filmografia do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terceira coisa: isabelle huppert é fantástica. todas as atuações dela que eu já vi são 5 estrelas, e me impressiona como ela é versátil e se adapta a vários tipos de personagem (mesmo que, em todos os que eu vi, ela seja uma personagem desequilibrada em algum aspecto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quarta coisa: a história do filme me lembrou a nouvelle vague. é trágica, mas é encarada com frieza. as coisas parecem ser bastante óbvias e fáceis, mas o que mais me assusta é o fato de serem, apesar de tudo, verossímeis. um tema aparentemente banal e desgastado, a troca de filhos na maternidade, se transforma num questionamento que perdura por todo o filme, sem se desgastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quinta coisa: gostei. e muito. talvez numa segunda vez eu não goste tanto, mas é por motivos como esse que eu prefiro não assistir ao filme de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-83052247?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83052247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/83052247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#83052247' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82978200</id><published>2002-10-14T17:01:00.000-03:00</published><updated>2002-10-14T17:01:23.373-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>os comentários estão funcionando de novo. só que por outro site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82978200?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82978200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82978200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#82978200' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82949941</id><published>2002-10-14T01:45:00.000-03:00</published><updated>2002-10-14T14:40:27.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>vi "sinais", de m. night shyamalan. é o que eu resolvi chamar de filme montanha-russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenho raiva de filmes que querem dar sustos no espectador com barulhos repentinos. acho que essa é a forma mais fácil, óbvia e sem graça (embora eficiente) de se assustar as pessoas. é um artifício pobre, geralmente usado em excesso por quem não sabe conduzir um filme de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;shyamalan é um bom diretor, ao meu ver. acho que ele tem um domínio da técnica digno de destaque. ele sabe, também, conduzir uma cena de tensão sem necessariamente fazê-la como todo mundo faz. mas a impressão que eu tenho é que ele faz questão de usar os clichês do cinema em suas obras, o que é uma pena. talvez por influência de seu ídolo-mor, spielberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em sinais, além de abusar de clichês cinematográficos, ele começa a se auto-plagiar (e olhe que ainda é o terceiro filme do rapaz). nenhuma criança é normal: todas elas são macabras, soturnas e misteriosas. o personagem principal é um ser atormentado por algo que aconteceu na sua vida (destaque-se também a péssima escolha de protagonistas - ele achou pouco fazer dois filmes com bruce willis e agora fez um com mel gibson). e os finais são, invariavelmente, respostas às grandes questões da vida, e inclua-se aí espiritismo, auto-ajuda, fé, e coisas afins. o tipo de coisa que meu professor de teologia adora ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, acho que é um filme pra dar medo, no pior sentido da expressão. é como uma montanha russa: você entra, leva uns sustos, dá uns pulos da cadeira, e sai feliz da vida. o que não deixa de ser uma espécie de masoquismo. aliás, é a pior espéceie de masoquismo: físico, sensorial, vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82949941?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82949941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82949941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#82949941' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82774227</id><published>2002-10-10T00:47:00.000-03:00</published><updated>2002-10-10T01:46:43.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>terminei de ler "plataforma" há uns 10 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fiquei abalado com o desfecho do livro. nunca li nada tão amargo, pessimista e sufocante (perdão pelo uso excessivo de adjetivos, mas não tive como me conter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como eu falei anteriormente, michel houellebecq vem sendo acusado de ser preconceituoso e tal. ele tem nitidamente uma aversão ao islã, critica a religião duramente. mas não acho que seja uma questão de preconceito. não aprovo esse tipo de posição. mas, por outro lado, há de se entender que em nenhum momento o autor glorifica o modelo de vida do ocidente. as críticas à vida na sociedade européia são muito mais numerosas e, eu diria, mais destrutivas. acho que o preconceito implica num rebaixamento de uma crença em favor de outra, que seria superior e, portanto, "correta". não é isso o que se lê. na prática, houellebecq só está denunciando a hipocrisia do ser humano, e fazendo críticas veementes a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se é verdade que a arte imita a vida, nós estamos caminhando para a auto-destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82774227?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82774227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82774227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_06_archive.html#82774227' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82675072</id><published>2002-10-08T02:18:00.000-03:00</published><updated>2002-10-08T02:32:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>comprei a bravo! desse mês. a matéria da capa é com godard, e tem também uma matéria relativamente grande com bergman. o tema da revista é "o futuro incerto dos filmes de autor", uma discussão que é do meu interesse, coisa e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no geral, eu gosto da bravo. mas tenho minhas ressalvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela tem os melhores temas, não tenho dúvida. em termos de cinema, nenhuma revista chega aos pés da bravo (colocar godard na capa não é pra qualquer um). acho que é a única revista a ter uma seção relativamente grande dedicada às artes plásticas, teatro, dança, essas coisas. mais um ponto pra revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem também a melhor concepção gráfica. a bravo é, antes de qualquer coisa, uma revista bonita de se ver. bem diagramada, o papel é de qualidade, as fotos são do caralho, o formato é prático, enfim. talvez por esse motivo ela seja tão cara (a última edição custa 8 reais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu detesto o tom que os colaboradores da bravo escrevem. é sempre recheado de adjetivos intelectualóides que beiram a piada. transcrevo aqui um trechinho da resenha sobre o disco de siba, fuloresta do samba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Sem render-se aos sons eletrônicos e aos samplers que ameaçam virar praga na MPB, Siba e seus Mestres imprimiram a este disco um frescor que vem da perenidade e excelênciade seus ritmos. Bela vitória da tradição sobre a ditadura dos experimentalismos&lt;/i&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a impressão que eu tenho é de que a bravo é uma revista pra empresários grisalhos e ricos lerem. ricardo brennand provavelmente adora a bravo. aquele pessoal que frequenta o burle marx também (antes que larissa me chama de preconceituoso, eu vou logo dizendo que o tom é irônico, não reflete uma concepção real sobre as pessoas citadas no parágrafo acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não gosto desse tipo de texto cheio de firulas. prefiro opiniões diretas a adjetivos pomposos que, no fim das contas, só servem pra encher linguiça. esse tipo de artifício é muito pobre. até enéas, o nosso amigo deputado federal mais votado da história, usa desses maneirismos pra "enriquecer" seu texto. só que no caso dele o problema é ainda mais grave. transcrevo agora um texto dele do site do prona (http://www.prona-rj.com.br/):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;MENSAGEM DO PRESIDENTE NACIONAL DO PRONA,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dr. Enéas Ferreira Carneiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nos estertores do século XX, a Humanidade se defronta com uma situação sem precedentes na história planetária. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sob o epíteto de globalização, fenômeno apresentado como inexorável, fortunas inimagináveis são transferidas, de um ponto para outro do planeta, desviando recursos sempre para as mãos dos grandes especuladores, enquanto toda a atividade produtiva vai minguando e, em conseqüência disso, assoma, já batendo à porta, o espectro do desemprego. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nada pode deter a vaga de destruição que se apropínqua, a não ser a ruptura definitiva com o Sistema Financeiro Internacional, aí incluídas diversas Organizações como o FMI, o Banco Mundial, a OMC e similares.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Em não sendo tomada essa atitude, estaremos todos, como os passageiros do Titanic, assistindo a um naufrágio no qual não queremos acreditar.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por mais drástica que possa parecer a medida proposta, ela é a única que permitirá a qualquer povo sobreviver, dentro de um Estado Nacional soberano; a toda essa insanidade com que vêm sendo supostamente dirigidos os destinos das nações. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ainda existe esperança desde que não permitamos, que o processo atual atinja um ponto a partir do qual a derrocada se, tornará irreversível." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sic)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enfim, a bravo é uma iniciativa louvável, e não deixa de ser uma grande revista. mas não gosto de como os jornalistas escrevem lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: os comentários morgaram. vou procurar outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82675072?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82675072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82675072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_10_06_archive.html#82675072' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82454583</id><published>2002-10-03T02:41:00.000-03:00</published><updated>2002-10-03T02:43:54.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>odeio semana de prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a minha acabou desde sexta, mas fudeu minha vida. especialmente se tratando da unicap, que, como eu digo sempre, é uma farsa (aliás, que farsa cara).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeiro que eu vinha estudando num ritmo legal, tava lendo muito, tanto sobre os assuntos da faculdade quanto para mim mesmo. na semana de prova não tem aula, não tem indicação de leitura, não tem grupo de estudo, e eu passo pouquíssimo tempo na universidade. vida acadêmica zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, fora isso, eu sou uma pessoa que precisa estar ocupada. de outra forma, o ócio toma conta da minha vida. sou daquele tipo que funciona mil vezes melhor sob pressão, especialmente quando se refere a algo que gosto de fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois da semana de prova ainda tem 2 dias sem aula para segunda chamada. e na quarta a gente não tem aula nenhuma. ou seja, desde sexta-feira eu sou um verme completo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tinha tirado três livros da biblioteca pra dar uma olhada. todos curtinhos. "o que é cibernética?" e "o que é indústria cultural?" da coleção primeiros passos; e "história das teorias da comunicação". nem abri. essa semana, quando eu estiver ocupado, eu vou querer lê-los. e, mais irônico, vou conseguir. eu sou uma merda mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só tô lendo de verdade o "plataforma", de houellebecq. mas aí é romance, não conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(acho que esse foi o post mais desinteressante e umbiguista que já escrevi. caro leitor do hipotálamo, prometo que outros desse tipo só serão publicados em casos excepcionais de ócio, tais como esse que vivo no momento.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82454583?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82454583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82454583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_29_archive.html#82454583' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82346703</id><published>2002-10-01T00:28:00.000-03:00</published><updated>2002-10-01T00:28:22.720-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>michel houellebecq bota pra fuder. o livro dele, plataforma, é uma das coisas mais difíceis de engolir que eu já li. muito ácido, muito crítico, muito irônico, e, no fim das contas, dolorosamente realista. pra deixar qualquer bukowski chupando dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue um texto sobre ele, do estadão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia sexual de Michel Houellebecq &lt;br /&gt;Duas obras do polêmico escritor saem no País: 'Plataforma' e 'Extensão do Domínio da Luta' &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em Extensão do Domínio da Luta, originalmente publicado em 1994, o protagonista da obra defende uma espécie de crítica à economia do mercado de relações humanas. No mundo livre da monogamia, explica, criou-se mais uma desigualdade: há aqueles que acumulam uma enorme fortuna sexual e os que vivem à míngua, como mendigos, recolhendo migalhas emboloradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Michel Houellebecq descreve esse quadro de maneira mais rude. Mas ele é fundamental para entender os três romances do autor: Extensão do Domínio da Luta, Partículas Elementares (de 1997) e sua mais recente obra, Plataforma (2001). Os personagens de Houellebecq são justamente esses mendigos. A tese central de Partículas Elementares é que a liberação sexual dos anos 1960 e 70 é responsável pela infelicidade do mundo atual. Os protagonistas dos seus romances são homens solteiros, que consideram seus trabalhos pouco importantes - e cuja preocupação essencial é organizar a problemática vida sexual. O personagem de Extensão do Domínio da Luta o faz evitando relacionamentos; o de Plataforma, por exemplo, indo para a Tailândia e fazendo sexo com meninas menores de idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, é até ridícula a comparação do autor como um Balzac pós-moderno, uma análise que correu na esteira do sucesso de Partículas Elementares. O projeto sugerido em sua primeira obra de ficção apenas foi reafirmado. Ele não admite muitas variações. Há uma clara repetição, uma espécie de monomania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sensação se reforça pela identificação cada vez mais evidente entre o autor e seus personagens principais. O narrador de Plataforma chama-se Michel (como, aliás, o dos outros dois romances) e acha que os muçulmanos não são lá grande coisa. Bom, conta-se que a mãe de Houellebecq converteu-se ao islamismo, algo que teria alimentado seus problemas com ela. É possível ainda encontrar descrições de Michel como um homem da faixa dos 40 anos e semicalvo, características que são visíveis na imagem da orelha de Plataforma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de recorrer a essa aproximação, Houellebecq mostra que também não gosta de parecer a mais mal-sucedida experiência da humanidade. O segundo personagem de Extensão é um homem de 28 anos, virgem, companheiro de trabalho de narrador. Michel lhe sugere, em dado momento, que recorra à violência extrema para obter sua pequena parcela de satisfação na economia sexual de mercado - mas ele não consegue ultrapassar o limite da luta. Acaba morrendo num acidente, em condições que sugerem suicídio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o mundo que Houellebecq descreve não é justo. Mas a semelhança entre os personagens, todos integrantes de uma classe média sem perspectivas de se realizar, sexual ou economicamente, a não ser pela força do acaso (como a herança que o protagonista de Plataforma recebe), temerosos com a possibilidade de empobrecimento, revelam um autor narcisista, e não humanista. Seus personagens, assim, se tornam conservadores, racistas, misóginos, etc. Aparentemente como o autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de Houellebecq mexeu com o universo literário francês. Combinou uma narrativa atraente com crueldade e um universo pop decadente. Descrito assim, parece reunir características semelhantes às do inglês Nick Hornby - esse, sim, autor de um projeto que guarda relações com a obra de Balzac. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hornby utiliza seus livros para realizar mergulhos profundos em diferentes personagens da cultura pop britânica: o pequeno burguês apaixonado por discos (Alta Fidelidade), o torcedor fanático por futebol (Febre de Bola), a falência do casamento na classe média e seu má consciência social (Como Ser Legal). Seus personagens percebem as crueldades do mundo, mas estão sempre em busca de novos caminhos, ainda que tortuosos e reconhecidamente difíceis, às vezes de clara resistência. Houellebecq é um escritor que se debruça sobre a tendência à busca de saídas e explicações fáceis, de curto fôlego, desesperadas. O que lhe garante um papel especial para entender e, principalmente refletir - refletir a França de Le Pen. (H.C.S.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extensão do Domínio da Luta. Editora Sulina, 142 págs., R$ 21. Plataforma. Editora Record, 384 págs., R$ 30. Romances de Michel Houellebecq  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje eu vi ciro gomes na record. acho que ele é a subversão do "diz me com quem tu andas que direi quem és". um cara que, sem dúvida, sabe do que está falando. mas que me assusta pelo rabo preso que tem com gente da qual eu não gosto nem de ouvir falar. o ciro do começo da campanha sumiu quando ele subiu nas pesquisas, e agora voltou. vi uma palestra dele na faculdade de direito. muito boa. o cara sabe falar, e sabe do que fala. mas como política não se faz só com uma cabeça, ciro nunca teria meu voto. não confio no partido dele (e olhe que eu sou admirador confesso de roberto freire). não confio nas alianças dele. enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aliás, me impressionou como ele pareceu abatido. parece que o sujeito envelheceu 5 anos em 5 meses. imagino como não deve ser desgastante a vida de presidenciável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82346703?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82346703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82346703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_29_archive.html#82346703' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82302613</id><published>2002-09-30T03:35:00.000-03:00</published><updated>2002-09-30T03:35:54.770-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>brigado pras pessoas que estão lendo e comentando o blog. fico contente em ter esse retorno. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o show do the niros foi do caralho! numca toquei num palco daqueles. o som também tava do caralho. a montagem que daniel fez (com minha ajuda, diga-se) ficou perfeita no telão. teve momentos que até sincronizou com o que a banda estava tocando. uma pena que o público fosse tão bitolado e preconceituoso. mas faz parte. não podia dar tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que vale é que eu saí de lá com a sensação de dever cumprido. há tempos não me sentia daquele jeito. tava até sentindo falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no sábado eu vi uma parte do show do lulina e os pnins e outra do the brackets. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu tinha ido ver o show da primeira banda, que em tese era a banda que artur tocava. cheguei lá e não o vi tocando. estranhei. ele não toca mais na banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apesar disso, achei legal. a guitarra tava bem baixinha, o que fez com que a sonoridade da banda ficasse bem diferente do que eu tô acostumado a ver/ouvir. o lugar, apesar de ser quente pra cacete e ser impossível de respirar, criou um clima bem intimista pro som da banda. a menina que canta não é nenhuma mahalia jackson, mas canta direitinho e é bem carismática. o repertório da banda é muito bom: delgados, velvet, nico, pj harvey, e um monte de outras coisas. gostei. gostei mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o do brackets eu não consegui ver todo por causa das circunstâncias do lugar. e, digo abertamente, não gosto do som da banda. não faz, de jeito nenhum, meu estilo. mas sou amigo dos caras, e tenho a maior consideração por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boas notícias (pra mim, pelo menos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mellotrons está prestes a fazer sua primeira gravação. acho que em um mês a gente deve estar no estúdio. vai ser uma gravação merda, barata mesmo, mas a gente vai se empenhar em dar o melhor possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é só isso, por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82302613?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82302613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82302613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_29_archive.html#82302613' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82178392</id><published>2002-09-27T01:59:00.000-03:00</published><updated>2002-09-27T01:59:36.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>terminei de ler o nove estórias de salinger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei se é porque eu li pouco na minha vida, mas é um dos melhores livros que já passaram por minhas mãos. aliás, melhor até que os dois outros que eu tinha lido dele, "o apanhador no campo de centeio" e "carpinteiros, levantem alto a cumeeira/seymour: uma introdução". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na verdade, eu não sei se são melhores mesmo. mas é que eu me empolguei demais. costumo ler antes de ir dormir, e livros de contos são especialmente legais para se ler antes de dormir, porque você lê começo, meio e fim antes de dormir, e não um trecho de uma história maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o problema é que o último conto do livro tirou meu sono. acontece o mesmo tipo de coisa quando eu boto alguma coisa do jurassic 5 perto da hora de dormir - perco o sono. fiquei impressionado, e emocionado, com o fim da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;salinger tem uma obsessão pela infância. todos os livros que li dele passam pelo tema da juventude. só que as crianças de salinger não têm nada de infantil. no geral elas são bem mais precoces do que o "menino padrão" daquela mesma idade. não chega a ser tipo thomas mann, onde os pirralhas discutem teologia e dodecafonismo... é uma coisa que, embora seja incomum, não deixa de ser passível de acontecer (com excessão de seymour, que é um personagem do qual não gosto muito por achar que ele é, muitas vezes, sobre-humano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tô querendo dizer os livros têm de ser realistas e passíveis de ocorrer na realidade. não. mas vejo os personagens de salinger como frutos do acaso; como se fossem um em um milhão. e isso é o que me toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos dois últimos que eu li, dá pra perceber também uma admiração do autor pela a cultura oriental, especialmente sobre aqueles poemas curtinhos em japonês, os hai-kais. aliás, assumo que só comecei a me interessar por esse tipo de coisa por causa dos livros dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem alguma coisa de crítica social também, pelo menos é assim que eu interpreto. ele explicita mesmo a questão do desprezo das elites pelos empregados, geralmente negros, que são, muitas vezes, tradados como mercadorias mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e todos os personagens, praticamente, fumam. dá agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos contos desse volume, que são nove (dãããããã), os que eu mais gostei foram: "um dia ideal para os peixes-banana", "lá embaixo, no bote", "para esmé, com amor e sordidez" e "teddy"; com destaque para os dois últimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tô louco pra encontrar o franny &amp; zooey pra ler. eu até já mandei uma carta pra editora, e eles me responderam que têm o livro lá. só que o cara me deu um telefone e sempre que eu ligo ninguém atende. foda isso. um dia eles atendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comecei a ler o "plataforma", de michel houellebecq. o cara parece ser um nazistão mesmo, mas o começo do livro me deixou com vontade de terminar logo. o que não vai acontecer, lógico, porque eu leio muito devagar. um dia acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os próximos livros da fila são: 1) veludo azul (que márcio me deu); 2) hiroshima, de john hersey, que eu comprei recentemente. tem um monte de outras coisas pra ler aqui, mas a prioridade é desses aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chega de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82178392?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82178392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82178392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82178392' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82115037</id><published>2002-09-25T19:15:00.000-03:00</published><updated>2002-09-26T02:39:50.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>outro texto da faculdade. esse é pra português 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * *&lt;br /&gt;UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO&lt;br /&gt;DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA I&lt;br /&gt;ALUNO: HAYMONE LEAL FERREIRA NETO&lt;br /&gt;CURSO: JORNALISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a lei, nada mais que a lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se fazer um discurso, há de se delimitar a abrangência de seus temas. Temos, dessa forma, dois pontos bem distintos em questão. O primeiro diz respeito aos abusos cometidos pelo Gradi (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância) ao recrutar, de forma ilegal, presos para praticar abusos em nome da polícia. O segundo refere-se à polêmica de efetuar alterações na legislação vigente a fim de possibilitar a recruta de detentos no combate ao crime organizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se reafirme, antes de qualquer comentário, que a lei existe para ser cumprida, e somente para isso. Especialmente quando lidamos com administração pública. O que não é expressamente permitido não pode ser praticado por ela; não há a possibilidade da interpretação extensiva. Dessa forma, é condenável a atuação do Gradi, por dois motivos bem nítidos. Em primeiro lugar porque a lei não autoriza expressamente a recruta de presos para auxiliar a polícia. Aí já está um erro gravíssimo. Em segundo lugar porque esse grupo utilizou da máquina pública para praticar ilegalidades aberrantes, tais como assassinatos em série e prática de tortura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização de condenados como auxílio nas atividades de investigação, contudo, é uma prática comum e eficaz em alguns países desenvolvidos. Só que, nesses casos, ela tem a autorização da justiça. Os presos são selecionados, acompanhados, e, principalmente, se dispõem a ajudar o poder vigente. Os serviços prestados por estes presos, por sua vez, são rigidamente limitados, não se permitindo abusos em nome da lei. Os resultados obtidos são, no geral, positivos; e é nítida a necessidade do Estado de criar inovações no sentido de surpreender a criminalidade (especialmente a organizada). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação do Gradi é só mais uma evidência de como a corrupção vai corroendo as veias do Estado, com o apoio do crime organizado e a utilização, muitas vezes, do próprio aparato público em seu favor. Há, sim, um poder paralelo, e ele está dentro das instituições democráticas do país. Ele já penetrou na nossa organização, já tem o controle de vários de seus ramos. Uma das armas que temos em mãos é a mesma que eles utilizam contra nós: a infiltração nos domínios do opositor. Uma coisa é certa: o crime organizado vêm obtendo resultados favoráveis ao utilizar da tática de se infiltrar no poder público. Resta decidir se nós estamos autorizados a utilizá-la e, principalmente, se o uso em sentido contrário vai favorecer o Estado Democrático de Direito na luta contra o crime organizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*	*	*	*	*&lt;br /&gt;o final tá digno de discurso de george bush. podre. moralista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82115037?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82115037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82115037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82115037' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82063426</id><published>2002-09-24T19:04:00.000-03:00</published><updated>2002-09-25T00:17:35.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ser cult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se tem uma coisa que me deixa irritado é essa história de chamar os outros de cult, como se isso fosse uma coisa ruim. no canal que a gente tem no irc, as pessoas entram lá pra chamar o pessoal de "cult" e dizer que eles "querem ser ingleses". bando de escrotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outro dia desses uma figura que eu conheço mais ou menos veio com esse mesmo papo. "só tem metido a cult nesse canal", "esse pessoal pensa que nasceu em londres", "ouvem som do norte da lapônia", coisas desse tipo. o engraçado é que essa mesma pessoa me confessou, mais tarde, que ia fazer vestibular pra rádio e tv, mas queria mesmo é fazer cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pessoas que dizem esse tipo de coisa podem ser classificadas em dois tipos, que acabei de inventar: o invejoso e o burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o invejoso é aquele cara que, no fundo, gosta também de conhecer coisas novas, de passar horas na internet baixando música, de ir pra matinê da fundaj, e que tem vergonha de assumir, mas queria mesmo é estudar no cac. esse tipo, talvez por um complexo de inferioridade muito grande, ou ainda por mania de achar que está concorrendo com os outros, tende a te chamar de cult e metido a merda, mas no fundo ele se parece contigo. o sujo que fala do mal lavado. um chinês num caminhão de japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o burro é diferente. ele é burro. glorifica a vida vazia, acha do caralho ser uma anta, e se o papo foge dos temas "putaria", "cerveja", "mulher" (ou "homem", tanto faz), entre outros, ele diz a clássica frase: ah, que papo cabeça. observe-se que eu não tenho nada contra os temas acima. só acho que, fora eles, há um monte de coisa ainda pra se falar. gosto deles, mas não SÓ deles. o burro não tem complexo de inferioridade nem problemas de auto-estima: ele é uma porta. ele te chama de cult porque ele não entende bulhufas do que você diz, acha tudo uma merda, e não está nem um pouco interessado nisso. aliás, em nada. ele tá interessado em cerveja. em mulher (ou homem). em putaria. só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;claro que isso tudo aí é uma piada minha. mas acho patético como gostar e se interessar por coisas, digamos, não-comuns virou motivo de escracho. sei que tem gente que gosta de fazer pose, de de amostrar, de dizer que sabe, e também acho patético. mas não é o caso do canal do irc. afinal, entra lá quem quer. ninguém é obrigado a estar lá. como diz cecília, a porta da rua é a serventia da casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;portanto, deixem os "cults metidos a ingleses" em paz. eles não fizeram nada contigo. se só a existência deles te incomoda, é porque tem alguma coisa errada. como naquela história do homófobo que, no fundo, queria mesmo é morder a fronha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82063426?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82063426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82063426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82063426' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-82033095</id><published>2002-09-24T03:13:00.000-03:00</published><updated>2002-09-24T03:53:35.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ontem flávia disse pra eu ajeitar os links daí da esquerda. ela disse pra eu fazer com que eles abrissem numa janela separada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;senti-me lisonjeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se ela quer que eles abram numa janela á parte, é porque ela não quer que o meu desapareça. logo, ela gosta do que eu escrevo. (claro que tem um monte de outras possibilidades, mas me deixem em paz. ignorance is bliss.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que aconteceu com meu blog prefeirdo (o de lilo)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do dicionário da corte de paulo francis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Francis, Paulo: Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros e os leitores é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom as vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado. Queria que os criticados fossem melhores... (Folha de São Paulo, 1/10/83)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pode me chamar de presunçoso, mas eu me identifico pra caralho com algumas coisas que paulo francis escreveu. acho que esse textinho aí é quase uma lição de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por hoje é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h (pronto para a prova de teoria da comunicação, daqui a algumas horas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-82033095?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82033095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/82033095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82033095' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-81975764</id><published>2002-09-23T00:03:00.000-03:00</published><updated>2002-09-23T00:03:47.803-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>mudei o nome do blog, como deu pra perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tava satisfeito com o nome em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou tentar fazer com que esse espaço seja menos "formal", e mais livre. isso se deve ao fato de eu  ter descoberto que existem, sim, blogs legais sobre as coisas cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para saber mais, leia o blog de daniel (tá na lista dos links ao lado). é meio mal-escrito, mas é a cara dele. são quase-crônicas sobre a vida vazia, sexo, música e cinema. muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo também tá ficando apertado pra mim, tá aparecendo umas coisas pra ler da faculdade, e a produção de textos tá aumentando também. aí eu fico sem tempo (e, sejamos sinceros, sem saco) pra escrever algo mais "elaborado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*	*	*	*	*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sexta-feira a gente vai tocar na fashion club, abrindo pra banda de manteiga, o maria chuteira. nunca ouvi a banda, mas parece que é pop-rock downtown. ou seja: não me responsabilizo por quem pagar os 12 reais da entrada e ver uma banda ruim. a gente vai abrir pra eles, acho que umas 11 da noite a gente sobre no palco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na verdade, eu acho que a gente topou esse show mais por orgulho mesmo. afinal, não é todo dia que se toca num lugar com aquela estrutura (goste-se do lugar ou não). e ainda tem direito a umas regalias, camarim, camarote, essas merdas: ser rock star por um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas o público vai ser péssimo, imagino eu. aliás, arrisco até dizer que vai ser o pior público que já viu um show da gente. riquinhos no brain de boa viagem definitivamente não é o público dos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*	*	*	*	*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sábado eu vi duas bandas no vitrola dancing bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o lugar é um cubículo escuro, mas que tem uma acústica até legal. vale destacar também as frases escritas na parede: do lado esquerdo, estava escrito "PAZ NO MUNDO" com uma letra que parecia logotipo de banda de thrash metal; do lado direito, "PEACE IN THE WORLD" com a mesma fonte. um bar bilíngue, quem diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as bandas foram granola, dos meus amigos arthur, carlos e mateus; e airbag, de um pessoal que eu não conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o granola faz um pós-rock quase sempre instrumental, baseado em dedilhados dissonantes de guitarra. achei legal, especialmente a primeira música do show. achei que baixo e bateria estão bem legais, me lembrou um pouco o pink floyd da fase do meddle, as batidas meio quebradas e o baixo bem primal, pulsante. as guitarras tavam boas também, mas achei muito iguais no decorrer do show. talvez arthur e carlos devessem variar um pouco mais, fazer mais linhas melódicas e menos arpejos. mas mesmo assim, foi do caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o airbag, como o nome já diz, tem muita influência de radiohead. principalmente no vocal e no uso de barulhos eletrônicos (tirados de um laptop pelo guitarrista). achei que o teclado foi subutilizado (só ouvi de verdade no cover de helicon do mogwai, que ficou muito boa), e que os barulgos do computador não encaixaram muito bem no restante da música. mas o vocalista canta bem, e as guitarras estavam bem entrosadas. pena que o amp do guitarrista começou a dar problema no fim do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*	*	*	*	*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois eu escrevo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-81975764?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/81975764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/81975764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#81975764' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-81804270</id><published>2002-09-19T00:22:00.000-03:00</published><updated>2002-09-19T02:47:41.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>mandaram eu fazer uma resenha sobre um livrinho, na faculdade. saiu isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linguagem descartável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe norma certa e norma errada. Toda norma é correta, se for aplicada ao seu universo correspondente. É assim no direito, na religião, na ética, e em tantos outros ramos do conhecimento humano. Mas normas são passíveis de alteração, e isso se dá por inúmeros motivos: pode ser por falta de aplicabilidade ao sistema em questão, ou simplesmente por existirem interesses contrários à ela. &lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;É por ser excessivamente normativo que o livro Linguagem Jornalística, de Nilson Lage, lançado em 1985, com sucessivas reedições da Editora Ática, perdeu o sentido com o passar dos anos. É de se estranhar que o livro continue em circulação até hoje, dada a sua falta de conexão com a realidade da produção jornalística atual.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;As 80 páginas da obra se dividem em dois capítulos principais, mais um glossário e uma curta bibliografia comentada. Esses dois primeiros capítulos são tão distintos um do outro que aparentam ter sido escritos separadamente, o que não chega a comprometer a unidade do livro, mas é de se estranhar para um número de páginas tão pequeno (e isso se acentua ainda mais porque o formato do livro é semelhante ao de um pocket book).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro capítulo trata de definir linguagem, ampliando esse conceito para além da lingüística, enfocando aspectos de semiótica. Daí ele divide a linguagem em duas: a digital e a não-digital, ou analógica. É sobre esta última que o enfoque vai ser dado. Segundo Lage, “a informação é um bem simbólico que se distribui em vários níveis no jornal”. Esses níveis são o projeto gráfico (traços, fontes, tamanhos de letra), os sistemas analógicos  (fotos, ilustrações, charges) e o sistema linguístico, que é a linguagem digital propriamente dita.&lt;br /&gt;	 &lt;br /&gt;Após um breve histórico sobre a diagramação dos jornais e sua transposição das mãos do operário para as do projetista gráfico com o passar dos anos, o livro se atém à importância dos tipos e das cores na imprensa. O autor cita como, por exemplo, determinadas fontes e cores causam reações distintas. O vermelho, por exemplo, é geralmente usado como cor forte e imponente, daí o seu uso na bandeira da ex-URSS e da China Socialista. As redes alimentícias também utilizam em abundância essa cor, por ela produzir um estimulo mais forte que as outras. Há também uma breve explicação sobre a linguagem analógica no rádio e na TV, enfocando aspectos da fala, da entonação, e dos usos e costumes de cada região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo capítulo do livro dedica-se mais exclusivamente ao texto jornalístico, enfocando a linguagem digital. Nesta parte, o autor tenta definir a linguagem jornalística como “palavras, expressões e regras combinatórias que são possíveis no registro coloquial e aceitas no registro formal”. Daí em diante ele passa a ditar as normas de redação mais usadas na época, descrevendo também o funcionamento dos grandes jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa parte (que abrange cerca de 40% livro) que o compromete: de um tratado eminente teórico, o livro se transforma num apanhado de regras aleatórias que variam para cada caso e, pior, muitas delas nem se usam mais. Como é o caso de quando ele diz que “raramente se empregam máquinas elétricas ou eletrônicas em redações”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um livro que envelheceu por se ater demais a normas. O seu enfoque teórico, contudo, permanece atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*	*	*	*	*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que merda, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-81804270?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/81804270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/81804270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_15_archive.html#81804270' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-81603275</id><published>2002-09-14T16:25:00.000-03:00</published><updated>2002-09-16T22:19:08.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>sobre o filme retrato de uma obsessão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;robin williams tá a mesma coisa de sempre, só que mau. eu pensava que ia ver uma interpretação diferente dele, e o que eu vi foi o mesmo robin williams de sempre, bonzinho, calmo, só que malvado. bela merda. queria ver ele fazendo um viado comediante ninfomaníaco... aí sim ele estaria fazendo um papel diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o filme parte de uma idéia fantástica (leia a sinopse no seu jornal diário preferido), e acaba se perdendo em clichês. aliás, muito engraçado isso: o filme tenta "ironizar" o american way of life, mas até nessa ironia ele é manjado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;daqui a uns anos vai estar passando no supecine. como já disse camila, "supercine só passa filme de obsessão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-81603275?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/81603275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/81603275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_09_08_archive.html#81603275' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-80813160</id><published>2002-08-28T03:17:00.000-03:00</published><updated>2002-09-02T02:43:38.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>para não ser mal interpretado: eu não quis dizer que mulher não era gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que eu quis dizer é que o que ela escreve tanto poderia ter saído de um homem como de uma mulher, e poderia ser em relação a outro homem, ou outra mulher; enfim, tanto faz. grandes escritores têm essa habilidade: michael stipe, chico buarque, e tantos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é que toda literatura feminina seja ruim. não tô querendo entrar no mérito do juízo de valor. tô citando uma característica, que pra mim é boa, mas que não faz com que o oposto seja ruim. deixemos o maniqueísmo de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero estar bem claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(coquetéis molotov e cartas-bomba devem ser mandadas ao endereço especificado acima)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-80813160?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/80813160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/80813160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_08_25_archive.html#80813160' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-80812710</id><published>2002-08-28T03:00:00.000-03:00</published><updated>2002-08-28T03:00:48.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>esse post é dedicado a duas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeiro: à larissa, que foi quem me deu a dica do disco. eu já tinha lido sobre ele, inclusive na página do audiogalaxy, mas se não fosse ela eu não teria tido a iniciativa de pegá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segundo: à trina st jean, minha ex-professora de inglês de quando eu estive no canadá. ela é de alberta, a mesma província que joni mitchell, e eu não pude deixar de fazer a ligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;joni mitchell - eu já deveria ter ouvido essa mulher antes. afinal, o som dela tem tudo a ver com um monte de coisas que eu gosto, e muitas pessoas já me fizeram referência à ela. por falta de oportunidade, ou até mesmo por preguiça, eu ainda não tinha ido atrás. meu azar. a verdade é que esse tipo de coisa é bastante comum na minha vida, até porque eu tenho essa mania esdrúxula de querer conhecer tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que eu tomei vergonha na cara e escutei o blue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;joni mitchell não escreve como mulher, escreve como gente. não tem feminismo exacerbado, nem fragilidade armada. tem sentimento, fossa, dor de cotovelo, saudade. e tem um violão acompanhando, um eventual lap steel no fundo, ou um piano solitário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é muito difícil escrever sobre um disco como o blue, porque ele é tão simples, tão direto, tão cru, tão na cara. o disco foi lançado em 71, mas isso é completamente irrelevante. ele não tem nada que faça você identificar quando ele foi gravado. tudo nele é atemporal: as melodias, os temas, a sonoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu só escrevi esse texto pra registrar minha paixão instantânea. não consigo dizer mais do que já foi escrito. é nesses casos que eu lembro de "por que ler os clássicos", de italo calvino: nada diz mais sobre a obra em questão do que ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a poesia de joni mitchell corre nas veias do ouvinte como vinho sacro: tão amarga e tão doce. mas depois de um porre dela eu não sei se teria forças pra ficar de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-80812710?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/80812710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/80812710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_08_25_archive.html#80812710' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-80415979</id><published>2002-08-19T02:00:00.000-03:00</published><updated>2002-08-19T02:00:19.910-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o disco novo do doves vai entrar na minha galeria de discos para dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a princípio alguém pode achar que eu não gosto do disco, que é entediante, ou que ele causa sonolência. não é o caso. estar entre os discos que eu ouço para dormir é figurar ao lado de obras do quilate do "loveless" do my bloody valentine, ou do "treasure" do cocteau twins. ou seja, não é pouca coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conheci o doves na época que eles lançaram o primeiro álbum, lost souls. naquela época o nme estava babando duas bandas: o coldplay e o doves. coldplay eu achava e continuo achando legal. nada demais, mas nada de menos também. mas eu não tinha gostado do doves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é que eu não gostasse da banda: o disco em si é que eu tinha achado muito chato. aliás, minha opinião desde lá não mudou nada: é sacal e repetitivo. mas é um dos discos mais irregulares que eu conheço: ele pode ir do tédio de "break me gently" à genialidade de "here it comes". essa última e "catch the sun" são músicas espetaculares, mas o resto não está na mesma altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de certo modo, coldplay e doves são bandas mais ou menos opostas, ao meu ver. o coldplay lançou um disco do caralho, mas provavelmente a banda vai ficar esgotada de composições daquele nível nos próximos lançamentos (a mesma coisa eu sinto em relação ao travis: uma banda regular que, num momento de iluminação lança um disco do caralho). com o doves, a impressão foi radicalmente oposta: deu pra perceber que a banda tinha potencial, que tinha talento pra mostrar no futuro, quem sabe na tentativa seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com relação ao coldplay eu ainda não sei, porque não ouvi o novo por completo, só o single. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas com relação ao doves eu acertei (e acabam aqui minhas pretensões de prever o futuro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"the last broadcast" aposta todas as fichas no que a banda tinha acertado no anterior, e, melhor ainda!, joga fora tudo que não tinha funcionado. pode não ter uma música tão contagiante quanto "here it comes", mas tem um monte de outras coisas que o primeiro não tinha. o doves aposta em canções pop quase épicas. das 12 músicas do disco, eu diria que no mínimo umas 5 serveriam pra fechar o álbum com chave de ouro. o primeiro single, "there goes the fear", é um exemplo bem claro disso. são quase 7 minutos de uma melodia que lembra muito "sound and vision" de david bowie, e com uma espécie de samba travado no fim, mas muito interessante, pra não dizer bizarro. emendando com ela está "m62 song", que é uma recriação acústica de "moonchild" do primeiro disco do king crimson, só que com uma letra nova (não é exagero meu, a música inclusive é creditada aos caras do king crimson e tal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"n.y." é a música mais rock do disco. ela começa mais ou menos parecida com pink floyd na época de syd barrett, mas depois entram uns violões e ela muda um pouco de rumo. aqui pode se dizer, forçando a barra, que há ainda ecos das partes chatas do "lost souls", como a progressão cromática dos acordes (sequência que usa acordes vizinhos, como fá, fá sustenido e sol, por exemplo), que é a cara de "sea song". mesmo assim, é uma música boa. "satellites", por sua vez, começa com uma batida eletrônica meio distorcida que alguém pode até dizer que parece "we will rock you" do queen, mas é um baladão meio gospel (acredite se quiser), e com um refrão altamente pegajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas é em "friday's dust" que o doves realmente arranca. ela tem a sonoridade bastante parecida com "m62 song", mas dá uma acalmada no ouvinte, e prepara a gente para a melhor música do álbum: "pounding", a canção mais pop que o doves já fez. a batida é muito simples, é chimbau, caixa e bumbo ao mesmo tempo, só marcando. mas talvez seja isso que dê à música a tensão até chegar na explosão do refrão (ficou horível isso, "tensão", "explosão" e "refrão" na mesma frase), e nessa hora você já está em outra dimensão. a guitarra, no final, parece muito com "ultra violet" do U2. essa tem tudo pra virar hit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois da tempestade de "pounding" eles ainda acharam pouco e colocaram a música que dá título ao disco, que, embora não seja tão acessível, é igualmente memorável, com suas melodias vocais sobrepostas ao fundo e bateria pulsante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda tem "the sulphur man" e "caught by the river", que mantém o nível das anteriores. quando o disco acaba, o ouvinte que vos fala já está em rapid eye moviment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os críticos têm mania de comparar o doves ao radiohead. pois eu acho que eles estão em caminhos totalmente opostos. não que um esteja alheio à influência do outro; mas o doves está tornando os arranjos mais complexos ao mesmo tempo em que vai tornando suas melodias muito mais polidas e memoráveis. talvez a semelhança se dê também porque ambos beberam na mesma fonte: king crimson, e rock progressivo em geral. mas o doves tem, assim como o radiohead antigamente, um certo tom "rock de arena" em suas músicas, que faz eles se aproximarem mais do terreno pop do que do experimental pelo qual o radiohead vem se aventurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;junto com "turn on the bright lights" do interpol e "sources tag &amp; codes" do and you will know us by the trail of dead, "the last broadcast" é o meu disco preferido de 2002. até agora, pelo menos. [8.9]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-80415979?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/80415979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/80415979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_08_18_archive.html#80415979' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-79678883</id><published>2002-08-01T04:24:00.000-03:00</published><updated>2002-08-02T04:13:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>o pulp nunca vai envelhecer, porque ele já nasceu velho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devo dizer que, a princípio, achei ridícula possibilidade de o pulp fazer um disco sobre a natureza. mas a sensação de estranhamento acaba no momento em que você coloca o disco pra tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não se deve levar jarvis cocker a sério. ele é feito daniel: está sempre atuando. não existe o verdadeiro jarvis cocker: ele é uma bad cover version dele mesmo. e mesmo falando de um tema que, de tão importante e grave, acaba por se tornar esdrúxulo, jarvis cocker é o mesmo de sempre. não é questão de ser um disco bem humorado: é um disco sério de uma pessoa que não deve ser levada a sério. no fim das contas, não fica a dúvida, e sim as duas sensações: comédia e seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;we love life é um disco quase-conceitual. mesmo que o tema "natureza" esteja em quase todo o disco, nenhuma música é somente sobre isso. é o pulp de sempre, mas com pinceladas de preocupação ambiental que beiram o infame. em "the trees", jarvis canta: "as árvores, essas árvores inúteis, produzem o ar que eu estou respirando". desde pirralho que eu escuto que quem produz o oxigênio não são as árvores, e sim as algas cianofícias (tavlez seja com "s", não lembro ao certo). mas isso não tem a menor importância, até porque a música não é sobre árvores, e sim sobre amor. e que música!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e tem outros momentos desse nível: "the birds in your garden" é sobre pássaros que cantam canções de amor e auto-ajuda. "weeds 2" é sobre a origem das espécies, e fala em "uma estória de cultivação, exploração, civilização", tudo isso sobre uma base meio grooveada. parece universo em desencanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e tem "bad cover version", que é a pior música do disco. pior justamente porque é uma das melhores músicas que o pulp já fez. a letra é genial, jarvis cocker em sua melhor forma. o clipe é hilário. mas é uma música que quase faz você crer que o resto do disco é um lixo e que eles deveriam ter feito um álbum naquele estilo. depois dessa música você passa a não achar o disco tão bom quanto antes, porque ela é fantástica e poderia muito bem estar num his n' hers ou different class. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;musicalmente, o pulp nunca esteve tão bem. do his n' hers até o this is hardcore a sonoridade da banda foi melhorando, os timbres foram ficando menos churrasco, e esse disco confirma a evolução. mas como nada é por acaso, quem é que produziu o disco? ninguém menos que o mestre, curvem-se diante dele, SCOTT WALKER. e o mais engraçado é que na letra de bad cover version eles tiram uma onda violenta com o velho (depois eu explico melhor). "the trees" mesmo, é a cara de scott walker, embora seja sampleada. aliás, quem tiver a original, me avise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no fim das contas, quem não gosta do pulp vai continuar sem gostar. muita gente que já gostava da banda achou o disco ruim. de primeira, eu também achei. mas a gente tem que entender que o tal do jarvis é um escrotão mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra finalizar de vez, eu queria fazer uma coisa que eu não gosto muito, que é colar letra de música. mas é que essa é espetacular, principalmente o final. ah, o que eu tinha ficado de explicar: "til the band comes in" é um disco de scott walker, de quando ele começou a entrar em decadência e tal. lá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAD COVER VERSION&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The word's on the street: you've found someone new. &lt;br /&gt;If he looks nothing like me I'm so happy for you. &lt;br /&gt;I heard an old girlfriend has turned to the church - she's trying to replace me, but it'll never work. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Cos every touch reminds you of just how sweet it could have been &lt;br /&gt;And every time he kisses you it leaves behind the bitter taste of saccharine. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bad cover version of love is not the real thing. &lt;br /&gt;Bikini-clad girl on the front who invited you in. &lt;br /&gt;Such great disappointment when you got him home - the original was so good; the one you no longer own. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And every touch reminds you of just how sweet it could have been &lt;br /&gt;And every time he kisses you, you get the taste of saccharine. &lt;br /&gt;It's not easy to forget me, it's so hard to disconnect, when it's electronically reprocessed to give a more life-like effect.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;Aah, sing your song about all the sad imitations that got it so wrong: &lt;br /&gt;It's like a later "Tom &amp; Jerry" when the two of them could talk, like the Stones since the Eighties, like the last days of Southfork. &lt;br /&gt;Like "Planet of the Apes" on TV, the second side of "Til the Band Comes in", like an own-brand box of cornflakes: he's going to let you down my friend.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;genial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8.0]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-79678883?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79678883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79678883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_07_28_archive.html#79678883' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-79633537</id><published>2002-07-31T05:40:00.000-03:00</published><updated>2002-07-31T23:31:30.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>suede - a new morning&lt;br /&gt;(primeiras impressões)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa história de baixar música na internet tá me deixando sem dormir. há muito tempo que eu baixo mais música do que escuto, mas a coisa tá ficando crônica já. e haja espaço no hd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre as coisas que eu ouvi recentemente está o promo do disco novo do suede, a new morning.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje em dia não faz muito sentido pra mim ouvir suede, porque eu tenho procurado outro tipo de música. meus tempos de britpop se foram (aliás, acho que não só os meus, mas o britpop como um todo já era).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, como diria dona ivone lara, não vamos negar noassas raízes. já fui muito fã de suede e, como músico, bernard butler sempre foi um ídolo pra mim. eu diria que ele é o mick ronson dos anos 90, ou até mais do que isso, sei lá. e o dog man star vai estar sempre entre os meus discos preferidos de todos os que eu conheço, falem bem ou mal dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o último disco do suede é pavoroso. a capa é feia, as músicas são ruins, e a produção do disco é metida à moderninha... nunca consegui engolir o head music. tem lá seus momentos, é verdade. she's in fashion seria uma boa música não fosse o arranjo churrasco. electricity é um hit inquestionável. e crack in the union jack é uma das melhores canções acústicas que o suede já fez. mas nem isso salva o disco. imagino que seja o tipo de álbum que daqui há alguns anos vai ser motivo de piada, como a gente fala hoje de certas coisas dos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dos responsáveis, ao meu ver, pela deterioração da banda era o tecladista, neil codling. acho que a banda quis mostrar muito o cara, e dar destaque demais a ele, quando na verdade eu nunca entendi o porquê dessa puxação de saco. aliás, entender eu entendo: com certeza, é um cara bonito e tal. mas isso não ajudou a banda, pelo menos musicalmente. a impressão que eu tenho é que foi dada a ele a missão de definir a nova sonoridade da banda, e ele não segurou a responsabilidade; provavelmente não tinha talento para tanto. tanto que saiu da banda. eu achei foi bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no lugar dele colocaram um outro guitarrista, que tocava no strangelove, uma banda do segundo escalão do britpop. acho que, se tratando de um tecladista medíocre como neil codling era, a entrada de um novo guitarrista só ia melhorar a banda. e fiquei na expectativa pelo próximo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que, passeando pelos arquivos de algum usuário do soulseek, eu encontrei o disco lá, prontinho pra ser baixado. "advanced promo", vejam só como isso é tentador. peguei o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a primeira música do disco, positivity, eu já conhecia. tinha ouvido uma demo que tava no audiogalaxy. fiquei puto logo de cara, porque na demo a música era bem simples, no estilo do primeiro disco, e no disco ela ficou toda pomposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aliás, esse é o principal defeito do disco: a produção. falta crueza, espontaneidade, distorção; enfim, falta rock. acho que eles deveriam esquecer o protools um pouquinho e se preocupar mais em tocar de verdade, para o som não ficar pasteurizado desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas fora isso, eu só tenho elogios ao disco. tá certo, não é uma compilação de músicas fantáááásticas, mas é um disco altamente radiofônico, no melhor sentido da palavra. todas as músicas tem, por menor que seja, algum potencial de grudar na sua cabeça. e é um disco menos baseado em teclados, que era o que estava matando a banda. tem uns pianos aqui e acolá, mas as guitarras e violões é que estão em primeiro plano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;destaques:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"lost in tv" tem um trabalho de backing vocal jamais visto num disco do suede. a linha melódica é espetacular. minha canção preferida desse disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"beautiful loser" tem a maior cara de hit. acho que é a música mais rock do disco. a linha de guitarra é a cara de bernard butler. talvez com um pouquinho mais de distorção ficasse melhor ainda. pise no big muff, meu filho, não custa nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"morning" é outro bom momento acústico do suede. muito bonita a melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a crítica norte-americana, eu acho, vai cair de pau nesse disco, como o faz com toda banda grande inglesa (menos o radiohead, claro). talvez ninguém fale bem desse disco em canto nenhum, mas pra mim ele é a recuperação em grande estilo depois do fiasco head music. se a banda acabasse agora, eu não ia ficar com a impressão de que a banda teria entrado em decadência. [7.5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: pra quem for pegar o disco na internet: algumas pessoas estão com a ordem errada das músicas. foi marcela, minha prima, e maior fã do suede que eu conheço, quem me alertou. a ordem certa é essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01. positivity &lt;br /&gt;02. obsessions&lt;br /&gt;03. lonely girls&lt;br /&gt;04. lost in tv&lt;br /&gt;05. beautiful loser&lt;br /&gt;06. streetlife&lt;br /&gt;07. astrogirl&lt;br /&gt;08. untitled&lt;br /&gt;09. morning &lt;br /&gt;[onde eu baixei, essas duas estavam juntas, no mesmo arquivo, mas tem umas cópias em que elas estão separadas]&lt;br /&gt;10. one hit to the body&lt;br /&gt;11. when the rain falls&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-79633537?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79633537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79633537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_07_28_archive.html#79633537' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-79382403</id><published>2002-07-25T03:29:00.000-03:00</published><updated>2002-07-25T03:55:01.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"por que eu vou atualizar meu blog, se eu não atualizo nem a minha vida?" - lilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem, eu não tenho nada muito consistente pra escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das bandas que eu descobri recentemente, duas realmente me chamaram a atenção: interpol e death cab for cutie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;interpol é uma banda nova da matador. li sobre o ep deles no pitchfork e, não fosse a nota alta atribuída ao disco, eu jamais iria atrás. a descrição não me empolgou muito: pensei que seria mais um "revivendo os anos 80" (não deixa de ser, é verdade). de qualquer forma, acabei indo no site da matador pra ouvir alguma coisa deles, e acabei por me surpreender. a música que eu peguei, "NYC", tem umas guitarras na introdução que lembra o som do galaxie 500, um timbre de guitarra semi-acústica levemente saturada com reverb de mola, e vocais que remetem a ian curtis, não fosse o vocalista do interpol consideravelmente mais afinado que o primeiro. essa música me instigou a procurar mais coisas sobre a banda, e terminei por achar o álbum de estréia deles. novamente me surpreendi, porque vi que não é um disco de um hit só. as composições como um todo são bastante consistentes. ia ser justo que essa banda fosse bastante falada daqui pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o caso do death cab for cutie foi bem diferente, até porque não é uma banda tão nova assim, os caras já lançaram três álbuns e outros tantos eps. eu já tinha ouvido o som deles, e não tinha ido muito com a cara. achei normal demais, e morreu por aí (em tempos de internet, se eu não gostar do som da banda de primeira, dificilmente eu irei atrás dela de novo, a não ser que algum amigo fale muito bem ou coisa semelhante). até que eu ouvi o disco do dntel, life is full of possibilities, e a faixa que mais me agradou foi "the dream of evan and chan", justamente a faixa cantada pelo vocalista do death cab. eu ouvi tanto essa música, e gostei tanto da voz do cara que resolvi dar uma segunda chance à banda. fui ouvir logo o álbum "we have the facts and we're voting yes", que, na minha opinião, é o melhor disco que eles já gravaram. aí foi amor à primeira vista. não que seja algo excepcional... é mais uma banda da costa oeste dos e.u.a. com dedilhados limpos e vocais estilo sou-sensível-não-como-carne-e-fui-traído. mas, assim como o sunny day real estate, eu não consegui resistir. ouço todo dia. ouvi também os outros discos deles: o primeiro, "something about airplanes"; e o mais recente, "the photo album". o primeiro é muito bom também, embora não seja tão bom quanto o "we have the facts...". não gostei muito do mais recente, achei meio ordinário demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fora isso, eu só tô descobrindo agora a discografia do joy division. comprei o closer, e tô ouvindo muito também. o chato é que, aparentemente todo mundo ao meu redor odeia joy division. minha irmã pede pra tirar quando entra no carro. jp nem deixa eu colocar. marcos diz que é muito chato, que new order é muito melhor, e que só quer som de preto. aí é foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de qualquer forma, é muito boa a sensação de descobrir um clássico. todo mundo fala desse disco, mas eu só tinha ouvido ele por cima. agora tô conhecendo o disco com mais detalhes, e cada vez que eu ouço o disco eu gosto mais dele. acho peter hook um baixista do caralho, e não tô falando isso tecnicamente. acho que o instrumento dele ocupa uma categoria á parte na música pop: é contrabaixo, mas é agudo também, e ele faz o papel de uma guitarra sem ser uma guitarra. enquanto a guitarra tá brincando com texturas e com microfonias, o baixo tá fazendo o riff da música, sem deixar aquele buraco tradicional que a ausência de contrabaixo deixa nas músicas. muito foda. tem também as baterias, que ficam repetindo ad infinitum aquela batida sincopada, mas que dão consistência à música. e, claro, tem ian curtis, que era péssimo cantor, mas, assim como lou reed, é muito mais um porta-voz do que propriamente um crooner. outra coisa que eu acho foda no joy division é a forma como eles absorvem a influência do rock alemão da época e fazem um híbrido disso com punk rock, e no fim das contas o som nem é krautrock nem punk. grande banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra quem tinha pouco o que escrever, até que eu falei muito. é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-79382403?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79382403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79382403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_07_21_archive.html#79382403' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-79003320</id><published>2002-07-16T00:59:00.000-03:00</published><updated>2002-07-16T19:36:27.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>como prometido, aí vai a lista das músicas do sonic youth que cairiam bem em qualquer show, até mesmo atualmente. note que a lista não segue somente o critério de "maiores sucessos" - muitas vezes ela foge disso, e essa e a minha explicação para a ausência de 100%, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONFUSION IS SEX - KILL YOUR IDOLS EP [é um disco que eu conheço muito pouco, e que não vou muito com a cara]&lt;br /&gt;- inhuman&lt;br /&gt;- she's in a bad mood (se essa música não for desse disco, me avisem)&lt;br /&gt;- brother james&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAD MOON RISING [gosto mais desse do que do primeiro, mas ainda assim não é dos meus preferidos]&lt;br /&gt;- death valley 69&lt;br /&gt;- i love her all the time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EVOL [primeiro clássico deles]&lt;br /&gt;- tom violence&lt;br /&gt;- star power&lt;br /&gt;- expressway to your skull&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SISTER [dava pra colocar todas desse, mas me limito a 3]&lt;br /&gt;- schizophrenia&lt;br /&gt;- catholic block&lt;br /&gt;- white cross&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc000/c020/c0208083jk7.jpg width=100 align=right&gt;DAYDREAM NATION [igualmente]&lt;br /&gt;- teenage riot&lt;br /&gt;- cross the breeze&lt;br /&gt;- candle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOO [não acho grandes coisas, prefiro o dirty]&lt;br /&gt;- dirty boots&lt;br /&gt;- kool thing&lt;br /&gt;- mote&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIRTY [acho grandes coisas sim, mas prefiro o washing machine]&lt;br /&gt;- drunken butterfly&lt;br /&gt;- wish fullfillment&lt;br /&gt;- sugar cane&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXPERIMENTAL JET SET, TRASH &amp; NO STAR [o disco mais sem-sal da banda, um verdadeiro estranho no ninho na discografia deles, mas cujas 3 primeiras músicas são antológicas]&lt;br /&gt;- winner's blues&lt;br /&gt;- bull in the heather&lt;br /&gt;- starfield road&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WASHING MACHINE [pra mim, um disco tão bom quanto o daydream nation]&lt;br /&gt;- becuz&lt;br /&gt;- junkie's promise&lt;br /&gt;- the diamond sea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A THOUSAND LEAVES [não repete o brilho do anterior, mas é do caralho]&lt;br /&gt;- sunday&lt;br /&gt;- wildflower soul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;promessa é dívida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-79003320?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79003320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/79003320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_07_14_archive.html#79003320' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-78918487</id><published>2002-07-13T21:47:00.000-03:00</published><updated>2002-07-16T01:12:09.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ó, BODE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó, MALEVOLENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;marcela, minha priminha querida do coração, encontrou a página do malkuth! a url:&lt;br /&gt;&lt;a href=http://elogica.br.inter.net/malkuth&gt;http://elogica.br.inter.net/malkuth&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;thanx to &lt;a href=http://ypsilone.blogspot.com&gt;jar jar.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-78918487?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78918487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78918487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_07_07_archive.html#78918487' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-78898228</id><published>2002-07-13T05:25:00.000-03:00</published><updated>2002-07-13T13:45:18.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>reflexões sobre o disco novo do sonic youth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o new york city ghosts and flowers é o pior disco do sonic youth na minha opinião. aliás, talvez "pior" não seja a palavra certa, porque os outros não são ruins, são "mais bons" e "menos bons", mas esse é ruim mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se levarmos em conta o que foi dito acima, murray street é um dos melhores discos do sonic youth. seria como aquele aluno que tirou zero na primeira prova e na segunda se redimiu e fez uma prova do caralho, e o professor, para recompensar sua dedicação, lhe deu a nota máxima. dessa forma, se formos comparar a prova do aluno em questão com a do melhor aluno da sala, com certeza a do segundo foi melhor. voltando à realidade: murray street é um bom disco, não há questionamento, mas não chega a se comparar com um sister ou um daydream nation. mas só por ser infinitamente melhor que o anterior, já merece todo destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu lembro que na época que saiu o washing machine os críticos disseram que o sonic youth estava muito leve, muito pop, etc etc etc. pois bem, o washing machine é slayer perto desse. e, embora a banda tenha um membro a mais, o som do conjunto parece mais "vazio" do que nunca, o que não é necessariamente uma coisa ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pontos fortes do disco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. thurston moore canta a grande maioria das músicas. das 7, ele canta 4. nem eu estava aguentando mais kim gordon gritando pra dentro. tinha perdido a graça já. nesse disco, além de ela cantar só duas músicas, ela está bem mais contida, o que definitivamente é uma vantagem. lee ranaldo canta uma só, como é de costume, e talvez seja a melhor música do disco, "karen revisited".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. é um disco "coeso", como diriam os professores de redação. 7 músicas, todas bem diretas (e com "diretas" eu não quero dizer que elas não são longas nem experimentais, e sim que elas são mais ou menos estruturadas de maneira tradicional, com refrões e tal). dá pra assimilar as músicas na primeira ouvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. é a melhor capa do sonic youth. tá certo que a grande maioria delas é horrorosa, mas essa é muito bonita. eu tô ficando obsecado por capas de discos, será que isso é um sinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fracos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. porra, steve shelley é um baterista do caralho, e ele tá muito apagado. é um desperdício. o cara do trail of dead tá sendo mais steve shelley do que o próprio steve shelley (se bem que isso já tá se tornando uma coisa normal, o muse está parecendo mais radiohead que o próprio radiohead, e assim por diante). sinto falta daqueles chocalhos da época de dirty boots.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. jim o'rourke ainda não mostrou serviço. aliás, acho que ninguém entendeu direito porque ele entrou na banda. naquele show que eles fizeram no brasil o cara estava completamente deslocado. não vou com a cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. falta brilho às composições. não acredito que essas músicas venham a ser lembradas daqui há alguns anos nos shows da banda. e olhe que até o a thousand leaves, todos os discos do sonic youth tinham pelo menos uma música que entraria em qualquer show deles (fico devendo a minha lista para o próximo post).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. talvez o mais grave: as composições estão ficando cada vez mais convencionais, mais certinhas. o que é bom mas também é ruim, especialmente se tratando do sonic youth, que nunca foi uma banda de usar fórmulas prontas. não é porque tem um barulhão no meio da música que ela deixa de ser convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;note que eu não estou me contradizendo: como um disco de música pop, o murray street tem o mérito de ser de fácil assimilação. mas como um disco do sonic youth isso se torna, se não um defeito, pelo menos um motivo de desconfiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica cada vez mais claro que eles estão tentando aloprar o máximo possível nos discos que eles lançam pelo selo deles, o SYR, e que estão deixando para os discos da geffen as coisas mais pop. mas, se não estou enganado, o maior mérito do sonic youth era juntamente o de fundir as duas características na mesma música! pode me chamar de conservador, dessa vez eu aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no fim das contas, murray street é um bom disco. na discografia do sonic youth há coisas bem mais expressivas. mas só por sair do buraco em que havia caído no disco anterior, murray street merece ser ouvido com atenção. [7.9]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-78898228?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78898228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78898228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_07_07_archive.html#78898228' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-78609424</id><published>2002-07-06T03:03:00.000-03:00</published><updated>2002-07-06T03:03:56.626-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ah, foda-se, negócio complicado do caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c470/c47065a7276.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c471/c47105dg24w.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf000/f079/f079854nuca.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c470/c47026bmx4c.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc000/c030/c03032me35j.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd000/d099/d099157083g.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c468/c46830dgb79.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dre100/e187/e187151rnrp.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd000/d099/d099180112q.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc300/c305/c30560nm496.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-78609424?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78609424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78609424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_06_30_archive.html#78609424' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-78609274</id><published>2002-07-06T02:58:00.000-03:00</published><updated>2002-07-06T02:58:57.510-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>beleza, me fudi de novo. as fotos não estão abrindo. bem, quem quiser ver, clique nos links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc300/c305/c30560nm496.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd000/d099/d099180112q.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dre100/e187/e187151rnrp.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c468/c46830dgb79.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd000/d099/d099157083g.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc000/c030/c03032me35j.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c470/c47026bmx4c.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf000/f079/f079854nuca.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c471/c47105dg24w.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c470/c47065a7276.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejamos se pega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-78609274?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78609274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78609274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_06_30_archive.html#78609274' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-78608806</id><published>2002-07-06T02:43:00.000-03:00</published><updated>2002-07-06T02:43:45.823-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>esse post é dedicado às capas da blue note. além de ser um selo legendário,a blue note tem as melhores capas que eu já vi. alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c470/c47065a7276.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c471/c47105dg24w.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf000/f079/f079854nuca.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c470/c47026bmx4c.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc000/c030/c03032me35j.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd000/d099/d099157083g.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc400/c468/c46830dgb79.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/dre100/e187/e187151rnrp.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drd000/d099/d099180112q.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img scr="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drc300/c305/c30560nm496.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu diria que a blue note é a 4ad do jazz. você identifica logo pela capa se o disco é da blue note ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem, por hoje é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-78608806?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78608806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78608806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_06_30_archive.html#78608806' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-78568300</id><published>2002-07-04T22:03:00.000-03:00</published><updated>2002-07-04T22:03:52.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>perdi um texto que eu tinha escrito porque deu pau aqui. não consegui enviar. definitivamente eu ainda não me acostumei com esse troço. mas uma coisa eu já sei: não vou escrever direto no blog. vai ser primeiro no bloco de notas, depois eu coloco lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixa eu ver se ainda lembro o que eu tinha escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu tava falando sobre o nome do blog. embora o banner esteja bem em cima do nome do blog, os mais atentos já viram que ele se chama sonic boom. escolhi esse nome por 3 razões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. sonic boom é o nome de um disco de lee morgan. saiu por aqui pela blue note, nos anos 80, numa série que relançava sessões esquecidas da blue note. essa mesmo é de 67, e tem ron carter no baixo. comprei lá em rogério, e o vinil estava lacrado. é muito estranha a sensação de violar o lacre de um disco de vinil nos dias de hoje, já que a nossa indústria fonográfica parou de produzí-los de uma hora pra a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu conheci lee morgan atráves de um site do radiohead. nesse site tinha os perfis de cada um dos caras da banda, aquela coisa bem revista atrevida mesmo, do que gostam e do que não gostam, o que fazem nas horas vagas, etc. aí tinha escrito que jonny greenwood era fã de lee morgan, e até então eu nunca tinha ouvido falar no sujeito. daí eu comecei a pesquisar sobre ele na internet, e ouvi a música the sidewinder, que até hoje é uma das minhas canções preferidas de jazz (recomendo pra quem não conhece, mesmo quem não gosta de jazz). depois dessa música eu comecei a ir atrás dos discos dele, e acabei achando dois: o sonic boom e o the best of, ambos da blue note, ambos em vinil, ambos lacrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. sonic boom é o nome do parceiro de jason pierce no finado spacemen 3. eu simpatizo mais com jason, mas acho sonic boom um nome muito estiloso. parece os nomes dos caras do malkuth, lord vampyr, belzebuth, essas coisas. só que tem um toque indie. aliás, a palavra "sonic" é muito estilosa. sonic reducer. sonic youth. the sonics. interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com o fim do spacemen 3, sonic boom formou o spectrum. nunca ouvi a banda direito, mas ela me soa mais como spacemen 3 do que o spiritualized (a banda de jason). se alguém tiver alguma sugestão de discos ou músicas, será bem vinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. sonic boom é o nome daquele golpe de guile no street fighter 2 (segura pra trás, depois pra frente e no soco). aquele que a gente chamava de "alecfú". aliás, as traduções dos golpes de street fighter eram muito massa. tinha a gilete de guile. tinha o helicóptero de chun-li. tinha o ataque tartaruga de ken e ryu. tinha o tiger robocop de sagat. e tinha o hollywood (roliúde) de ken, que para ryu era monte fuji. isso porque o primeiro era americano, e o segundo japonês. pirralha é foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois bem, é só isso. as resenhas ficam pra próxima, porque eu ainda não escrevi nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até a próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: procurei o site do malkuth e não encontrei. se alguém souber qual o endereço, se é que a banda ainda existe, nos comunique. ó bode! ó malevolente! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-78568300?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78568300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78568300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_06_30_archive.html#78568300' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3615373.post-78540126</id><published>2002-07-04T03:21:00.000-03:00</published><updated>2002-07-04T03:21:23.150-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>blog. o nome já dá nojo. parece que tá pisando na lama, sei lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem, agora eu sou moderno. tenho meu próprio blog, e só meu. vejamos no que vai dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a princípio eu queria usar esse espaço para ser o site que eu nunca fiz, cheio de resenhas de discos, estrelinhas e tudo mais. e também para falar sobre as minhas idéias sobre música, minhas opiniões e minhas descargas de raiva com relação a certos músicos ou bateristas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou tentar também falar sobre livros e filmes. mas a idéia inicial é falar de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem, até a próxima atualização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3615373-78540126?l=haymone.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78540126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3615373/posts/default/78540126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://haymone.blogspot.com/2002_06_30_archive.html#78540126' title=''/><author><name>Haymone Neto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00710417227884177417</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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